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Wednesday, June 30, 2004

Uns e os Outros
 



O universo é dinâmico e tudo está sempre em constante mutação. Diante desta constatação é muita teimosia pretendermos estar sempre certos, demonstrando uma visão extremamente empobrecida do mundo que nos mantém aprisionados no ponto de vista do "somente eu".



EMOÇÃO
 



“Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.

O grande general que pretende ganhar uma batalha para o império de seu país e para a história de seu povo não deseja - não pode desejar ter muitos de seus soldados assassinados (mortos). Contudo, uma vez que tenha penetrado na contemplação de sua estratégia, escolherá (sem um pensamento para seus homens) o golpe melhor, embora o faça perder cem mil homens, em vez da estratégia pior, ou mesmo a mais lenta, que lhe pode deixar nove décimos daqueles homens com quem e por quem luta, e a quem, em geral, ama. Torna-se um artista por amor a seus compatriotas, e expõe-nos à carnificina por causa de sua estratégia.”

(Fernando Pessoa).

Se todos vocês pudessem ler o que me vai na alma … ficaria no mínimo com a certeza que vos respeito, mas quando tomo uma decisão - e esta foi por Amor – não inverto o caminho.
Há quem diga que se comunica sensorialmente … eu não tenho tanta certeza assim, mas já agora é melhor acreditar. OBRIGADA A TODOS.



Tuesday, June 29, 2004

So Tired
 



As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.


Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.


Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.


Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

(Carlos Drummond de Andrade)

E eu ... sinto-me tão cansada, corpo, mente, coração ... preciso dormir, dormir muito e não sonhar, dormir muito e não pensar ...




if the life is a dream ...
 




Monday, June 28, 2004



“Não sou teu dono! Apenas te amo. Por isso te liberto, pois para mim mais vale ver o teu sorriso longe dos meus braços do que sentir as tuas lágrimas a molhar meu peito.”



Goodbye Sunset
 



Quando faço exame de consciência, lembro-me de vários “agoras” que foram perdidos e que não voltam mais.

Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e aceitar com o coração a ousadia que não cultivamos. A ousadia é, geralmente, escrava do medo...

Quantas vezes perdemos a oportunidade de sermos felizes, pelo medo de ter ousadia de amar. Medo de ousar porque o objecto do amor era mais bonito, mais alto, mais rico, mais jovem, mais culto... e aí... o tempo passou e o agora também...

Quantas vezes reaprendemos a sonhar e voltamos a perder a oportunidade de realizar um grande sonho, por não termos coragem de ousar, de arriscar deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele agora...

Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecermos ridículos e imaturos...

Quantas vezes ficamos por medo de partir. Quantas vezes partimos por medo de ficar.

Quantas vezes dizemos baixinho o que na verdade gostaríamos de gritar.

Quantas vezes deixo partir por Amor?

Quando vou lutar por quem Amo lutar apenas por mim?!

Quantos agoras vou perdendo.




Saturday, June 26, 2004

DOR
 






Eles apaixonaram-se. Diziam que tinha sido pelo conteúdo da cabeça um do outro ... e era verdade.

Ela sorria, tinha um sorriso sem compromisso, quase sem querer. Um sorriso que brilhava, um sorriso que gerava felicidade. Um sorriso que provocava um olhar diferente, uma radiação de prazer em sorrir.

E ela sorria por instintos próprios. Ela sorriu e sorria a todo momento, fosse por causa de uma criança brincando de brincar, fosse por causa de um filme dramático, fosse por causa da esperança que se renova ao pensar que tudo iria dar certo no final... O mundo dá voltas?!

Ela sorria indo para cá, voltando para lá... sorria sozinha no meio da rua, sorria ... ela sorria e ele olhava... ela sorriu …

A questão era que, mesmo triste, ela sorria... não queria isso muitas vezes, mas era o seu jeito, era o seu sorriso... sorria e tinha vontade de chorar de felicidade, mesmo no meio da rua, sozinha, ao cair ou ao se levantar...

Ela sorria e ele olhava... talvez ela quisesse adivinhar pensamentos, os dele principalmente... tentativa frustrada.

Por causa disso, ou não, ela sorria e imaginava uma dança na chuva, juras de amor e guerra de almofada … foi tão feliz …

Ela sorria como já não se lembrava de sorrir, por viver como nunca vivera há algum tempo... linda, leve e solta!

Um dia parece que tudo se desmoronou, ela continuava a amá-lo, mas faltavam respostas; tinha dificuldade em colocar as questões, ingénua … não acreditava na mentira … até que um dia, ele deixou de dizer – AMO-TE, como só ele sabia dizer!

Ela sofreu, ainda deu o benefício da dúvida, ainda implorou por notícias, já só queria saber se estava vivo, mas … o silêncio caiu …

Ela amou tanto …



Wednesday, June 23, 2004

Começar de Novo
 




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