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Saturday, June 26, 2004



Eles apaixonaram-se. Diziam que tinha sido pelo conteúdo da cabeça um do outro ... e era verdade.

Ela sorria, tinha um sorriso sem compromisso, quase sem querer. Um sorriso que brilhava, um sorriso que gerava felicidade. Um sorriso que provocava um olhar diferente, uma radiação de prazer em sorrir.

E ela sorria por instintos próprios. Ela sorriu e sorria a todo momento, fosse por causa de uma criança brincando de brincar, fosse por causa de um filme dramático, fosse por causa da esperança que se renova ao pensar que tudo iria dar certo no final... O mundo dá voltas?!

Ela sorria indo para cá, voltando para lá... sorria sozinha no meio da rua, sorria ... ela sorria e ele olhava... ela sorriu …

A questão era que, mesmo triste, ela sorria... não queria isso muitas vezes, mas era o seu jeito, era o seu sorriso... sorria e tinha vontade de chorar de felicidade, mesmo no meio da rua, sozinha, ao cair ou ao se levantar...

Ela sorria e ele olhava... talvez ela quisesse adivinhar pensamentos, os dele principalmente... tentativa frustrada.

Por causa disso, ou não, ela sorria e imaginava uma dança na chuva, juras de amor e guerra de almofada … foi tão feliz …

Ela sorria como já não se lembrava de sorrir, por viver como nunca vivera há algum tempo... linda, leve e solta!

Um dia parece que tudo se desmoronou, ela continuava a amá-lo, mas faltavam respostas; tinha dificuldade em colocar as questões, ingénua … não acreditava na mentira … até que um dia, ele deixou de dizer – AMO-TE, como só ele sabia dizer!

Ela sofreu, ainda deu o benefício da dúvida, ainda implorou por notícias, já só queria saber se estava vivo, mas … o silêncio caiu …

Ela amou tanto …



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