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Wednesday, July 07, 2004

A Contar Espingardas
 



A solução de deixar o Executivo sob a forma de herança ao número dois do PSD, Pedro Santana Lopes, não é unânime para as várias facções do Partido, tão pouco para a Oposição.

Os anticorpos do autarca, rapidamente vieram ao de cima e geraram instabilidade (ainda mais e mais visível).

Cheio de sentimentos desencontrados, dividido entre a evidente influência do edil lisboeta no aparelho e as declarações recentes de vários pesos-pesados, o Partido fervilha.

Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Marques Mendes, Silva Peneda, Miguel Cadilhe, entre outros, criticaram com dureza a ferida aberta pelo processo de passagem de testemunho. “Golpe de Estado no Partido”, “Curso Inexorável” e “Líder sem legitimidade política real” foram expressões utilizadas pelos três primeiros.

O pânico de perder o Governo para os socialistas, em caso de eleições antecipadas, tem levado um certo número de figuras a apoiar o futuro primeiro-ministro. Atitudes como esta acabarão por baralhar resultados quando chegar a altura de contar espingardas no conselho nacional de partido, embora eu não duvide que o apoio a Santana será esmagador.

Agora Jorge Sampaio tem a palavra mais importante desde que é Presidente. O gesto que tomar será aquele que o definirá na história dos seus mandatos. Chama-se “batata quente” – já que não há instabilidade maior em democracia do que a revolta dos cidadãos ante a irrelevância do seu voto.

Dr. Durão acredite que me desiludiu.



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