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Saturday, July 17, 2004

S. Pedro?!
 


 
O partido estendeu-lhe o tapete, quando já por diversas vezes lho tinha tirado. O Presidente da República oferece-lhe o Governo do País, satisfazendo-lhe a ambição. Nasceu no dia de S. Pedro e …
 
Na verdade, Santana não tem falta de adversários, ódios de estimação e rancores, ganhos das suas polémicas gestões, da Secretaria de Estado da Cultura à Câmara Municipal de Lisboa, passando pelo Sporting (mas disso eu não falo – sou uma perfeita ignorante, como de resto quase sempre !), pelo município da Figueira da Foz e eu sei lá …
 
Eu acho que Santana, como de resto muito mais gente, anda algures entre o Vazio e a Inconstância.
 
Dizem que em rapaz dos tempos que jogava à bola para os lados de Belém e quando estava a perder se agarrava à bola e ia-se embora antes do jogo terminar. A técnica de birra utilizou-a algumas vezes em política, misturada com vitimização.
 
Lembro-me da “cenaça histórica” quando se foi queixar ao P.R. pelo facto de no Big Show Sic, o terem parodiado – “exagerando-lhe” (?) o gosto pelas borgas e mulheres. Convocou uma conferência de Imprensa para dizer que ia abandonar a política. Foi sempre desta forma que Santana se apresentou com um estilo incendiário, artista, vocação para contestar o poder, perfil de político carente que precisa chamar a si todas as atenções.
 
Depois de muitos saltos aqui e ali – e todos com saídas pouco airosas e nada claras – em 1997 candidatou-se à Câmara de Figueira da Foz. Quis pôr a cidade na moda, embora as grandes festas, o Mundialito de futebol de praia e o oásis de palmeiras no areal tenham feito as delícias dos figueirenses, Tanga foi a sua herança ao deixar também aquele município.
 
Quando entrou para a Câmara, a dívida era de 1,8 milhões de contos, quando saiu deixou um endividamento de 13 milhões de contos.
 
Santana conseguiu 25 milhões de euros de fundos comunitários para a Figueira – facto. O passivo da autarquia aumentou na proporção da participação da Câmara em alguns dos projectos, como o Centro de Artes e Espectáculos (CAE), uma obra que ninguém contesta – facto. O CAE custou 2 milhões de contos, foi financiado por fundos comunitários em um milhão e meio de contos, a autarquia teve de entrar com ½ milhão – facto.
 
Santana teve a ideia de construir um Centro de Congressos, contratou um arquitecto espanhol, que se deslocou à Figueira para fazer a apresentação do projecto. Após as eleições a nova maioria da Câmara cancelou por não haver dinheiro e houve que indemnizar o arquitecto – facto; o anteprojecto custou 500 mil contos e a indemnização ao arquitecto espanhol custou 200 mil – facto.
 
Recentemente, Santana já reconciliado com Durão, ganha a câmara de Lisboa, mas deixa-a também com o trânsito por resolver e um futuro túnel embrulhado.
 
E é isto a gestão de Santana Lopes, a ver vamos ….
 
Se um dia for eleito primeiro-ministro, a primeira coisa que faria era ir à Kapital festejar
Pedro Santana Lopes (Entrevista Expresso – 1997)



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