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Wednesday, August 18, 2004



Independente das razões, o ser humano é passível de erro e as pessoas traem, ou são traídas. A escolha é entre gostar ou suportar. That's sucks!

Os homens precisam apenas de um lugar, as mulheres, de um motivo…

Homens e mulheres estão frustrados e carentes, pois esperam o que o outro não pode dar. Homens ainda idealizam uma mulher perfeita e mulheres ainda idealizam um companheiro que as apoie e ajude. O cenário é de pura reivindicação e isso abre brechas para que o desinteresse se instale e surja a infidelidade. Nesse cenário, a infidelidade é quase sempre uma fuga.

Seria mais adequado tentar reencontrar a harmonia, em vez de utilizar uma terceira pessoa como alicerce permanente de uma relação que vai mal. E não se enganem. Traição sem culpa não existe. É um mito.

O grande dilema é que as pessoas não resolvem os seus problemas, dedicando-se ou terminando o casamento e sim, fazendo "arranjos falsos", que permitem mantê-lo estável, aparentemente. Às vezes, essas pessoas até sabem que os seus relacionamentos acabaram, mas por culpa, medo, ou até pela segurança de propósitos práticos, como a situação financeira, refutam em abandoná-lo.

O problema é que escorregadelas podem virar quedas dolorosas, para todos os envolvidos.

Existem pessoas que traem para suportar o que falta no companheiro, mas não existe no mundo todo, pessoas capazes de preencher todas as nossas necessidades.

A traição tem a primeira brecha quando o respeito que existe na relação acaba.
Ao contrário do que se pensa, o(a) traidor(a) não é um(a) delinquente afectivo(a) (salvo excepções), nem um(a) negociador(a) de relacionamentos.

O pior é que quem trai, para expiar a culpa, a projecta no(a) outro(a), que de vítima, passa a ser objecto de ódio, iniciando um círculo vicioso.Eu traio-te eu odeio-te por isso traio-te...

A instituição do casamento e a importância dada à família, com todas as suas normas e regras, colaboram para que o amor de verdade acabe e possa nascer a traição. A pessoa passa a ter direitos morais sobre o outro, o casal, erradamente, assume o outro como “um título de registo de propriedade”.

Existe a obrigação implícita de ter de estar com o(a) parceiro(a), mesmo quando já não há mais amor. O pior, é que essas imposições assumem a aparência de escolhas livres. Esquecemos que todas as boas soluções são baseadas na liberdade, e que mesmo que eu ame muito, não amo muito o tempo todo.

Existe ainda o papel da outra, da amante, que não é tão fácil quanto se imagina. Temos sempre em mente uma pessoa linda, vulgar, sem valores e aproveitadora; e não um ser humano comum que sente dores e sangra vermelho, como todos nós.

É sempre vista como transgressora, pois na maioria das vezes, mexe com a imaculada família, desfaz lares. É alguém que vive em estado de espera... Dos filhos crescerem, da matriz se curar, enfim, de algo que na verdade muito raramente vai acontecer. É alguém que sofre, pois o companheiro não opta por uma relação estável com ela. Alguém que tem dia e hora marcada para amar.

Num triângulo sobra sempre uma ponta, em geral é o/a amante.

Nesse ponto, sou completamente a favor das prostitutas.

Elas não estão envolvidas emocionalmente, basta que lhes paguem. As cartas estão na mesa e as expectativas não são frustradas, pois cada um sabe bem o que quer e o outro pode dar.

As regras são claras e ninguém é enganado. A pessoa não é cobrada em nada e não deve nenhum telefonema no dia seguinte. São pagas para irem embora e não para ficarem. Podem finalmente relaxar, abrindo mão do poder, ou vice-versa. Aliás, pensar que se tem o poder sobre algo, ou alguém, é um excelente afrodisíaco.

Quase todos nós temos ideias equivocadas sobre fidelidade. Existem pessoas que nunca traíram, no entanto não suportam o(a) parceiro(a). Não somos donos de ninguém e às vezes nem de nós mesmos, mas a ideia de posse existe em quase todos os relacionamentos estáveis.

Reprimir os desejos não significa eliminá-los. Quando a fidelidade acontece por concessão que se faz ao outro, o preço torna-se muito alto e pode invalidar todo e qualquer relacionamento...



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