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Monday, August 09, 2004



No final de contas, o amor é mesmo desregrado, desmedido, desvairado e muito despeitado. No final de contas todos nós um dia acabamos por ser “infectados” por esse “vírus” do Amor. Ele chega como uma promessa de felicidade, mas vai, aos poucos sabiamente, apontando-nos cada um dos nossos mais íntimos e secretos defeitos … como se, de repente, deixasse de ser felicidade …

Com os anos, tenho descoberto, que há um propósito maior, uma lição escondida por trás do que já não parece felicidade, mas é! Felicidade é saber-se em processo de aprendizagem, é aceitar-se no caminho do crescimento … para somente depois admitir-se que o amor é assim mesmo egoísta, inseguro, ciumento, manipulador, controlador, chantagista, infantil e, ainda assim, o amor é superiormente digno de ser amado …

Não é preciso alcançar a perfeição para ser amado e nem para amar. Não é preciso ser sempre correcto e saber sempre uma resposta para se ser de verdade feliz! Basta que saibamos que a felicidade está para além do sorriso ou da lágrima, da alegria ou da dor … a felicidade é tudo o que somos, desde que nos aceitemos e aprendamos a aceitar, desde que nos respeitemos e respeitamos o outro, desde que se viva na verdade, na sinceridade, desde que …

O amor é um caminho e um caminho só pode ser bom, quando nos leva dentro de nós mesmos. E quando a gente chega lá dentro, podemos ver o quanto há para ser organizado, limpo, descartado, substituído e reformado … até lá …



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