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Thursday, August 26, 2004



No rosto ainda vermelho sinto o desejo, a fome de gerar vida … mesmo sem querer, mesmo sem poder; Por uns breves momentos de prazer, na ânsia de alcançar o destino, contaminar as mãos de amor carnal, agarrar com as minhas mãos feias, gigantes, querendo tudo de uma só vez.

No rosto ainda vermelho, sinto a razão a tentar transparecer, mas irracionalmente, ordenando antes de pensar – errando! Pecando sem maldade, uivando de prazer, imaginando o que fiz e o que sou capaz de fazer … esteja certa ou esteja errada … não me importa.

O importante é o momento em que devoro esta presa, a lógica, abandonando em lágrimas esta maldita vítima … ficando então bem claro, o que de mais transparente pode existir … o Amor.

O AMAR verdadeiro é aquele em todas as conjugações... ...em qualquer tempo... ...mas em todos os tempos: Na alegria do presente do indicativo...EU AMO. Na mentira do pretérito imperfeito...EU AMAVA. Na saudade do pretérito perfeito...EU AMEI. Na dor do pretérito mais-que-perfeito...EU AMARA. Na esperança do futuro do presente...EU AMAREI. Na hipocrisia do futuro do pretérito...EU AMARIA. No modo conjuntivo só no tempo presente...QUE EU AME...sempre, porque o importante é AMAR.

E assim que eu esteja sempre no gerúndio...AMANDO.



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