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Wednesday, August 11, 2004



Os dias de ontem já passaram! Mas, sempre que dizemos “até logo” fica comigo aquela doce recordação … de facto, o que nos ligava ao tempo era mesmo os relógios.

Por vezes o “tempo” é incómodo, por isso gostava de Construir um Tempo. O Meu Tempo. Um Tempo em que só existisse o Amor e a Coragem. O que não interessasse ficaria fora do Meu Tempo e tu permanecerias dentro do Meu Tempo Construído, achavas bem amor?

Sei que são palavras “mágicas”, palavras impossíveis, mas talvez seja esse o meu Mundo, Um Mundo de … Fantasia?! Eu gosto de fantasiar … fantasiar o impossível, ou será mesmo que estou a reaprender a Sonhar?!

Eu sou o que sou, genuína, “sem corantes nem conservantes” como costumo dizer em ar de graça.

Comecei no entanto a aperceber-me que sempre que a noite chega, a solidão vem-me falar de ti. A saudade penetra no meu coração como um pouco de luar dentro da minha noite imensa e vai deixando aos poucos, o seu toque magnífico de beleza e suavidade, vai deitando prata nos recantos mais sombrios, vai enfeitando de luz as flores mais singelas.

Assim é a saudade, assim é a minha saudade. Consegue transformar em beleza a tristeza infinita do presente … longe de ti … porque traz para mim o encanto das horas do passado.

A saudade, a minha saudade traz o gosto perdido de beijos de amor … traz o calor dos teus braços inesquecíveis … traz o eco das tuas palavras doces …

Fecho então os olhos e começo a recordar … começo a pensar em ti que foste todo meu … e agora és a minha saudade.

Eu já não sabia que a saudade doía tanto, meu amor. E quando dói, fico a olhar para as estrelas implorando que leve até ti esta minha saudade, para que venhas a correr para os meus braços.

A saudade …Ela é a própria amargura … o meu único alento, todo o meu sol, todo o meu luar … toda a minha vida, meu amor … Mas bendita seja a saudade, graças a ela eu quase sinto a tua presença …



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