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Tuesday, August 24, 2004



Queria ser letras. Poder entrar nesse Mundo … e chegar de surpresa. Materializar-me diante de olhos estupefactos. Hoje a cabeça está vazia.

Queixamo-nos das injustiças. Queixamo-nos por estarmos vivos, e queixamo-nos das mortes em que muitos dias se transformam. E em cada uma delas, acontece o milagre das vidas, feitas apenas numa única vida, que vamos digerindo, apesar dos lutos de que nos vamos vestindo de quando em vez.

Parei. Parei de tudo e tudo. Membros, cabeça, olhar. Esqueço o branco do monitor e vejo um sorriso ... Neste espaço de tempo, deixei de escrever.

Depois de algum tempo aprendemos a diferença, a subtil diferença, entre dar uma mão e acorrentar uma alma. Então aprendemos que amar não significa apoiarmo-nos, que companhia nem sempre significa segurança, e começamos a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Aprendemos que falar pode aliviar dores emocionais, descobrimos que se leva algum tempo para construir alguma confiança e apenas alguns segundos para destrui-la.

Descobrimos que não importa aonde chegámos, mas para onde estamos a ir, mas se não sabemos para onde estamos a ir qualquer lugar serve.

Aprendemos que quando se está com raiva temos o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de ser cruel.

Aprendemos que não importa em quantos pedaços o nosso coração foi partido, o mundo não pára à espera que nós o consertemos. Aprendemos que o tempo não é algo que se possa voltar atrás.

Descobrimos que a vida realmente tem valor! As nossas dúvidas são traidoras e fazem – nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar...



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