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Friday, September 03, 2004



Escrevo como quem tenta o impossível: transcrevo sensações … quase completas.

As palavras são exasperadas, numa tentativa de alcançar a verdade da emoção, em detrimento das pausas do pensamento que escondem as coisas “indizíveis”.

Palavras são conversas interrompidas, onde cada um tem a hora de se expressar. E quem fala, escolhe o momento exacto de fazer isso.

Palavras são riscos eternos e estão prestes a perder o sentido. Palavras eternizadas, fazendo o contra ponto, sentimentos mutáveis.

O que vale nesse exacto segundo pode não valer no próximo. Esse espaço de tempo, entre o sentido e a falta dele, pode ser, simplesmente, o do percurso da mensagem... Portanto, escrever é uma ousadia respaldada na segurança do que se sente.

Há-de existir o cuidado para não existir o arrependimento, os mal-entendidos…
Escrevo palavras como quem abraça a minha vida… Escolho cada palavra levando em conta o que sinto no momento. É um jogo excitante de conhecimento…

Escrever é libertar um pouco do mais íntimo … É ter um pouco de quem recebe cada vez mais próximo e ser afagado por isso.

Escrever é estar só, acreditando que se está acompanhado. Escrever é … um pouco de mim … escrever é ousar ser … escrever é sentimento desenhado em cada letra … é ódio, é paixão, é amor, escrever é …



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