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Friday, September 24, 2004



Vejo o teu olhar doce sobre mim, não consigo deixar de reparar nisso, e apesar de saber-te ali para mim, um entrave galopante, um nó na garganta e outro no estômago parecem crescer sem eu dar conta.... e o tremer do meu corpo cresce, não te conseguia enganar.

Pedes-me a mão... o sentir do teu toque quente, a maciez da tua pele, o prazer de te tocar. Gostei deste teu gesto, finalmente senti-te, finalmente toquei-te... e apesar de me ter tranquilizado um pouco esta tua aproximação, não conseguia quebrar a película protectora que parecia tornear-me.

Uma sombra acolhedora leva-nos a sentar... e o silêncio doma-me mais uma vez... nem consigo pensar ... bloqueio e apenas penso em ti, na dificuldade, no esforço que fazes para quebrar aquele gelo, e por mais que a minha vontade fosse outra, apenas o silêncio, só o silêncio parece ter-me ... ainda assim, abraças-me... o calor do teu corpo, o conforto daquele gesto fazem-me desejar que aqueles minutos se prolonguem e estiquem um pouco mais... naquele momento um medo absurdo passa-me pelo pensamento, medo que este momento acabe, medo que desistisses de mim, medo de te perder, de te quereres ir embora, medo de estar a sonhar... e abraço-te um pouco mais forte...

Selamos, o nosso desejo, o nosso carinho um pelo outro, e num conjunto intenso de beijos, toques e afagos, que se sucedem sem parar... apenas incendiamos a chama já acesa... O momento e o sentir são belos demais para que eu os conseguisse descrever... Apenas digo, valeu a pena esperar por ti...



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