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Friday, October 29, 2004



Está aí um fim-de-semana e desta vez prolongado, bom para o AMOR.

Já várias vezes me têm dito que andam à procura de Amor … então colam-se nos Chats, nos bares, nos cafés e ficam à espera! À espera que Ele chegue, completamente disponível!

Depois há também quem pense que o AMOR tem de vir antes da carreira, antes das amizades, antes das férias, antes de viver … cobra-se sempre o Amor e depois, só depois é que passamos à acção, que chantagem!

Ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Ser feliz é harmonia, e o prémio dessa harmonia conseguida é evidentemente o Amor.

Vá lá, vamos ser felizes, boa?




Thursday, October 28, 2004



…há quem diga que «há poucos momentos na história económica mundial recente tão favoráveis como os que vivemos hoje», pois «nos Estados Unidos o ritmo é fulgurante, o Japão está em forte recuperação e a economia chinesa em forte crescimento».

«O que falta ao nosso país é confiança» dando exemplo de empresários portugueses que, depois de «limparem» os balanços das suas empresas e tornarem as suas empresas mais fortes, demonstram incapacidade para estabelecer um rumo de desenvolvimento para o futuro.

A mesma fonte considera que o milagre de crescimento não está na China, mas sim nos Estados Unidos, que criaram um novo «paradigma de crescimento», colocando por isso a questão de «como é que um pais que não poupa nada, tem um défice externo crescente e que parece cada vez mais insustentável, consegue continuar a manter um ritmo de subida do PIB de 3 a 4% de forma sustentada e sem inflação?».

Um novo paradigma económico?! conseguido à custa de um «rapidíssimo aumento da produtividade, em que há uma rápida inovação, gosto pelo risco, e elevada mobilidade do factor trabalho».

A mesma fonte destaca ainda a disponibilidade permanente dos americanos para aceitar o sucesso e o fracasso, o que «lhes confere uma capacidade para alterar rapidamente a estrutura económica através da transferência de recursos de indústria para indústria».

E Portugal o que faz? Continua a lamentar-se da conjuntura política não ser favorável, continua a clamar por mais proteccionismo, por mais Estado paternalista, no entanto … cada vez há mais dinheiro mal distribuído.



Sunday, October 24, 2004



Quantas vezes sentimos ser “personas non gratas”?
Quantas vezes sentimos que somos afastadas pelo facto de nos tornar-mos incómodos?
Quantas vezes sentimos uma vontade enorme de não desistir apesar das injustiças?
Quantas vezes sentimos uma revolta interior pelos comportamentos que presenciamos de perto?
Quantas vezes sentimos vontade de enfrentar quem quer que seja?
Quantas vezes pretendemos ultrapassar barreiras e fazer entender o sentido de justiça?
Quantas vezes sofremos por nós e pelos que amamos?
Quantas vezes sentimos vontade de bater com a porta e deixar para trás tudo o que nos revolta?
Quantas vezes desejamos ser “cegos” para não ver os crápulas, os oportunistas, os hipócritas, os falsos, os sem carácter?
Quantas vezes desejamos ser “surdos” para não ouvir palavras falsas, mentiras?
Quantas vezes sentimos vontade de baixar os braços dizendo: não aguento mais?

Quantas vezes nos isolamos e pedimos:

Força para não desistir;
Coragem para ser incómoda;
Honestidade para não desiludirmos quem nos ama;
Discernimento para poder distinguir o “certo” do “errado”;
Pureza para não perdermos o sentido mais puro de um sorriso apesar das adversidades;
Harmonia para não criar desequilíbrios;
Sabedoria para podermos enfrentar a maldade;
Atitude para podermos marcar pela diferença.

As dúvidas são traidoras e fazem – nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de TENTAR mais uma vez…



Friday, October 22, 2004



Quando uma coisa que deveria ter acontecido há muito, ocorre inesperadamente diz-se “depois de um longo e tenebroso inverno...”. Então, esta madrugada, depois de um longo e tenebroso inverno, o frio resolveu aparecer.

E eis que são obrigados a interromper as cervejas tomadas nas esplanadas, com o sol vibrando nas cabeças. Abandonar as praças, onde tudo convivia com as cores ininterruptas do outono estranho e vivo.

Com a minha hiperactividade opressa por este tecto rachado, limpo o meu pensamento e torço para que o calor volte logo.

Renovo as “balas” e concluo que será melhor; os perus voltarão aos sinais mais gordos e relaxados porque bêbados do vinho do inverno; as carteiras e cartões recheadas para a provisão esperta das noites quentes.

E eu estarei lá, um sorriso rasgado no rosto oculto pela aba do boné, olhos percutindo novamente a minha provisão de sonhos adrenalínicos.

E depois, com os bolsos estufados, escondendo o diâmetro do horizonte e eu de novo, no fluxo do êxtase da aurora na marginal, expulso o frio vindo de dentro, em direcção ao calor do dia… Até atravessar o sol...



Wednesday, October 20, 2004



De repente descobri que estava plena de amor!
Fiquei em silêncio … como iria lidar com isto desta vez?!

Tinha-me deixado, sem querer, cativar …

Fiquei em silêncio de novo, às vezes sinto uma alegria enorme que não cabe no meu peito! Outras, mergulha em mim uma tristeza, melancolia, ira … assim como que uma raiva voltada para mim, por me ter envolvido outra vez desta maneira.

Pensei … imaginei uma solução, apenas quero ver a o lado da razão, então decidi abortar o que sentia, mas … o amor continuou aqui dentro, firme, forte, sufocado e contudo … a crescer, ignorando até que estava a ser o centro de uma comédia fútil, um erro, um quase pecado.

Mais uma tentativa frustrada … o amor continua em mim, mas … desestruturado, triste, fraco e eu … continuo deserta.



Friday, October 15, 2004



Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo.
Nos meus olhares fúnebres, carregoA indiferença estúpida de um cego!


A passagem dos séculos assusta-me.
Para onde irá correndo a minha sombra
Nesse cavalo de electricidade?!


Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:- Quem sou?
Para onde vou?
Qual a minhaorigem?


E parece-me um sonho a realidade.


Em vão com o grito e dor No meu peito impresso!
Dos brados meus ouço apenas o eco,
Eu torço os braços numa angústia doida
E muita vez, à meia-noite, rio
Sinistramente, vendo o verme frio
Que dá de comer a minha carne toda!


É a Morte - esta carnívora assanhada -Serpente má de língua envenenada
Que tudo que acha no caminho, come...- Faminta mulher que, um dia qualquer,
Sai para assassinar o mundo inteiro,
E o mundo inteiro não lhe mata a fome!


Nesta sombria análise das coisas,Corro.
Arranco os cadáveres das lousas
E as suas partes podres examino...Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,
Na podridão daquele embrulho horrível
Reconheço assombrada o meu Destino!


Surpreendo-me, sozinha, numa cova.
Então meu desvario se renova...Como que, abrindo todos os jazigos,
A Morte, em trajes pretos e amarelos,
Levanta contra mim grandes cutelos
E as baionetas dos dragões antigos!


E quando vi que aquilo vinha vindo
Eu fui caindo como um sol caindo
De declínio em declínio; e de declínioEm declínio, com a gula de uma fera,
Quis ver o que era, e quando vi o que era,
Vi que era pó, vi que era nada!


Chegou a tua vez, Natureza!Eu desafio agora essa grandeza,
Perante a qual meus olhos se extasiam...Eu desafio, desta cova escura,
No histerismo danado da tortura
Todos os monstros que os teus peitos criam.


Tu não és minha mãe, velha nefasta!
Com o teu chicote frio de madrasta
Tu me açoitaste vinte e duas vezes...Por tua causa apodreci nas cruzes,
Em que pregas os filhos que produzes
Durante os desgraçados nove meses!


Semeadora terrível de defuntos,
Contra a agressão dos teus contrastes juntos
A besta, que em mim dorme, acorda em berros;
Acorda, e após gritar a última injúria,
Chocalha os dentes com medonha fúria
Como se fosse o atrito de dois ferros!


Pois bem! Chegou minha hora de vingança.
Tu mataste o meu tempo de criança
E de segunda-feira até domingo,
Amarrada no horror de tua rede,
Deste-me fogo quando eu tinha sede...
Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!


A desarrumação da minha IdeiaAumenta.
Com as chagas O medo, O desalento e o desconforto
Paralisam-me os círculos motores.
Na Eternidade, os ventos gemedores
Estão dizendo que Jesus é morto!


Não! Jesus não morreu! Vive na serra
No ar de minha terra,
Na molécula e no átomo... Resume
A espiritualidade da matéria
E ele é que embala o corpo da miséria
E faz da árvore uma urna de perfume.


Na agonia de tantos pesadelos
Uma dor bruta puxa-me os cabelos.Desperto.
É tão vazia a minha vida!No pensamento desconexo e falho
Trago as cartas confusas de um baralho
E um pedaço de cera derretida!


Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.
Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Os olhos ensanguento a vigília!
E observo, enquanto o horror me corta a fala,
O aspecto sepulcral da austera sala
E a impassibilidade da mobília.


Meu coração, como um cristal, se quebra;
O termómetro nega minha febre,
Torna-se gelo o sangue que me abrasa,
E eu me converto na cegonha triste
Que das ruínas duma casa assiste
Ao desmoronamento de outra casa!


Ao terminar este sentido poema
Onde vazei a minha dor suprema
Tenho os olhos em lágrimas imersos...Rola-me na cabeça o cérebro oco.
Por ventura, meu Deus, estarei louca?!Daqui por diante não farei mais versos.


E este medo …




Thursday, October 14, 2004



"Serei tudo o que disserem por inveja ou negação: cabeçudo, dromedário, fogueira de exibição, teorema, corolário, poema de mão em mão, lãzudo, publicitário, malabarista, cabrão.
Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não!
Os que entendem, como eu, as linhas com que me escrevo, reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo: ternura como já disse sempre que faço um poema; saudade que se partisse me alagaria de pena; e também uma alegria, uma coragem serena, em renegar a poesia quando ela nos envenena.
Os que entendem, como eu, a força que tem um verso, reconhecem o que é seu quando lhes mostro o reverso.
Da fome já não se fala - é tão vulgar que nos cansa - mas que dizer de uma bala num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história - a morte é branda e letal - mas que dizer da memória de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser o poema dia a dia? - Um bisturi a crescer nas coxas de uma judia; um filho que vai nascer parido por asfixia?!
Ah! não me venham dizer que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem por temor ou negação: Demagogo mau profeta falso médico ladrão prostituta proxeneta espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não! "
Ary dos Santos



Saturday, October 09, 2004



Não sou nem mais nem menos. Não preciso provar nada a ninguém. Consegui perceber que Sou uma expressão da vida.

Na Vida já tive muitas identidades, em cada uma delas imaginei ser a expressão perfeita para a vida em particular. Um tempo fui cópia do meu Pai, outro fui a da minha Mãe, outro fui cópia de Amigo, de um Mestre …

Passam os anos e sinto-me satisfeita por Ser aquilo que sou. Já não anseio Ser como os outros, uma vez que não é essa a minha expressão.

Sou “perfeita” tal qual sou, aqui e agora. Sou suficiente. Sou una com a Vida. Não preciso lutar para ser melhor.

Tudo o que necessito é conseguir amar-me hoje mais do que ontem e encarar-me a mim própria como alguém que é profundamente amada, não da maneira como eu quero ser amada, mas da maneira como os outros me amam.

Á medida em que sinto isto profundamente, desabrocham em mim uma alegria e uma beleza que tenho dificuldade em perceber.

Conforme vou aprendendo a amar-me aprendo também a amar os outros. Sou Livre ….



Sunday, October 03, 2004

LEMBRANÇAS
 



Para além dos "Parabéns"... Que é que te posso oferecer? Sim... que é que te posso oferecer, para além de uma prenda comum, vulgar e impessoal que começa por um “C”?

Que é que te posso oferecer se, ao longo destes mais recentes dias, te fui dando tudo o que podia e foi tão pouco, mas apenas o que te podia dar... que é que, de facto, hoje, te posso oferecer?!

Até aqui, fui falando de coisas meias parvas, que diziam respeito a Nós, melhor, diziam respeito a Mim e a Ti, pouco acutilantes e quase sem substância, como:
Que … cuides de ti;
Que … gosto de ti;
Que … te Amo;
Que … agora já não sei;
Que … ainda bem que te conheci;
Que … porque é que te encontrei;
Que … respeites as regras de uma boa alimentação;
Que … cumpras as regras... (ai estas regras da sociedade podre que estamos a construir!);
E acima de tudo que te não deixes enredar no “rame-rame” das coisas que parecem boas e bonitas, mas que, dois minutos depois, deixam marcas... e fazem doer! – Como por exemplo Eu.
É isto que te tenho dito, não é verdade?!

Hoje, porém, e nem sei porquê, vou riscar do meu livro todo esse conjunto de ideias parvas. Não porque tenham deixado de fazer sentido.
Não que fenecessem no conceito, que eu penso deveria nortear os teus passos.
Não que valha a pena trilhares o caminho oposto... e de fuga às regras sociais enviusadas na senda do crime (mesmo leve), não.

Só que, aos poucos, e ao anotar a sociedade que nos rodeia e que nós enformamos também, penso que o caminho é outro. Outro e bem mais de acordo com o futuro que nos aperta de encontro aos muros que fomos Todos construindo sem razões explícitas para isso.

Proponho-te outro caminho... que fita mais as estrelas que nos plantaram no local onde os nossos maiores disseram estar o céu.

Outro caminho... que tenha mais a ver com a tua natureza” jovem”, e livre, e ansiosa por trilhar caminhos mais abertos e mais longos.

E os conselhos? Onde estão os conselhos?

Pois... os conselhos ficam por aí, já que não dou conselhos, eu dar conselhos... Deixa-me rir!
Ainda assim, volto a propor-te que:

Nas estrelas que tu ainda fitas ao longe, mas sem as miragens que poderias, efectivamente, construir por ti e para ti. Nas estrelas que ainda se espelham no azul celeste dos teus sonhos. Nas estrelas do bailado frenético de todos os dias e na efervescência das centelhas de ideais que elas projectam; Vive; Ri; Goza; Aperta os dentes para não chorares, se algum dia as lágrimas aflorarem aos teus olhos.

No dia-a-dia dos anos, dos meses e das semanas... segue os teus impulsos. Tenta não ligar demasiadamente às regras que te impuseram e eu “sugeri” que tu cumprisses.

Os impulsos do teu coração generoso vão-te levar até onde te levarem os teus sonhos… Limpos. Cristalinos. Prestes a entrarem na mansão onde os séculos constroem os anos e os dias. Limpos e cristalinos como os ideais que vais arquitectando.

E se vires alguém a sofrer dá-lhe um pouco da tua capa da amizade. Reparte com ele o céu que tiveres bebido das estrelas. Vence com ele os adamastores das tuas angústias e das que ele te apresentar.

Adamastores sempre os houve... e todos eles foram vencidos por espíritos abertos e levantados.
Deixa as regras de parte. Elas não matam a fome nem preservam do frio, não dão liberdade nem saram as chagas que se vão fazendo no coração dos deserdados e dos infelizes.

Se o fumo dos outros... estiver a fazer perigar a natureza, dá-lhe combate. Vibra com os que se manifestarem contra a perigosidade das acções que estão a matar a natureza que nos deu tudo... e nos mantém ao cimo da terra.

Mas, sobretudo, segue as tuas inclinações. Fita o alto e o além. Deixa as coisas pequenas e mesquinhas que os vermes encarnam por cá.

Deita o olhar para lá dos muros que construíste à tua volta, nem sempre de acordo com o que tu querias e queres. Derruba esses muros, porque, do outro lado, tu vais ajudar a procurar a solução para a miséria que a sociedade constrói.

Do outro lado, hás-de ver o Teu outro Mundo. Bem mais livre, e limpo, e gracioso, do que aquele que te aconselharam a apanhares, nas regras de uma sociedade que mais não é do que prenhe de incongruências que todos temos de combater.

E se depois de tudo isto, ainda gostares de mim... se achares que as minhas palavras ácidas, duvidosas, fúteis, sem nexo, sem substância, ainda são necessárias e aceitáveis.... Faz como entenderes... mas fá-lo com os teus pés. Com a tua cegueira, se ela for necessária. Com a tua vida inspirada nos sonhos que tu fostes sonhando.

Faz o que quiseres com o teu sorriso. Faz o que quiseres com as tristezas que, mesmo assim, ainda tiveres.

Fazes hoje anos, não é?

Eu fico por aqui. Não muito longe. A “ver-te”, sorrir em demanda da tua liberdade. Eu por aqui, consigo ver-te fungar a saudade de perderes o arrimo que eu te fui dando... mas que, decerto, não soube dar.

Eu fico por cá. Posso até cerrar os dentes, mas quero que sejas Tu. Tu, com os teus sonhos. Tu, com os teus olhos de ver o mundo novo que há, para lá dos muros de angústia e dúvidas que são os meus e que não quero incutir-te.
Sê feliz! Mais feliz... do que eu te faria, se não te desse hoje, aqui e agora, estes conselhos (?!)
“Conselhos” que não param, exactamente por que ainda te não vi partir … é que para mim tu ainda estás só a chegar! E eu ainda não sei se quero!

Afinal tenho tão pouco a oferecer-te, mas o que é que te posso oferecer no dia do teu aniversário?!

Que tenhas um FANTÁSTICO ANIVERSÁRIO.
Amo-te tanto ...



Friday, October 01, 2004

LEMBRANÇAS
 



Acho que estamos os dois tristes. Eu estou triste.

Sei, porque fui a primeira que sempre falou deles, que por vezes existem condicionalismos externos e esses nós não temos como ultrapassá-los, mas isto não foi um condicionalismo externo. Ainda assim há sempre uma palavra para com terceiros que nos rodeiam e que de certa forma "aguardam" por nós.

Também sei que ninguém é perfeito, eu mais do que ninguém sou imperfeita, sempre o disse, mas há princípios meus que são inabaláveis ... dar sempre respostas ainda que não sejam questionadas, quando alguém está a depender de mim para tomar qualquer decisão, seja ela qual for.
Tu sabes porque estou triste. Durantre um mês sempre me falavas daqueles dias em que poderiamos sair daqui os dois, fizeste projectos, injectaste-me esperança, sonho e eu acreditei ... ajudáste-me a sonhar de novo, e eu sonhei - pensava eu - com tão pouco: umas mini-férias de 4 dias contigo no meio do "somewhere" .... afinal descobrí que sonhei com o inatingível que me leva a questionar: vale a pena sonhar de novo? que ganho eu com isso? mais tristeza? mais desilusão? E como é que eu ficarei de novo? Será que o melhor é accionar de novo a minha "capa de protecção"? Possivelmente é o melhor que tenho a fazer.

Acredito que o que fizeste foi imbuído das melhores intenções, mas ... continuo triste e lamento profundamente.

O importante é sempre estar consciente das nossas necessidades individuas, analisando até que ponto estamos sendo verdadeiros com nós mesmos e com os outros também.

O amor é um caminho e um caminho só pode ser bom quando nos leva para dentro de nós mesmo. E quando a gente chega lá dentro, pode ver o quanto há para ser organizado, limpo, descartado, substituído e reformado... até lá ... “Só” é preciso respeitar –nos e Respeitar o Outro, será que é difícil entenderes?!

Sabes, se eu pudesse voltar atrás ... se cada um de nós no Planeta pudesse voltar atrás, certamente não teríamos cometido os mesmos erros, mas o problema é que isso é impossível, então que isto nos sirva de experiência e que cada um de nós possa escolher as próximas atitudes.

Não sei como irei estar amanhã, ou depois ... não sei! o que sei é que não vou voltar a ficar triste com situações idênticas, passarei um corrector bem opaco e tratarei de ter outra atitude. Mais egoísta? não sei, se esse for o caminho para não "sofrer", pois que seja.

Ainda assim um beijo de amor



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