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Sunday, October 03, 2004

LEMBRANÇAS
 



Para além dos "Parabéns"... Que é que te posso oferecer? Sim... que é que te posso oferecer, para além de uma prenda comum, vulgar e impessoal que começa por um “C”?

Que é que te posso oferecer se, ao longo destes mais recentes dias, te fui dando tudo o que podia e foi tão pouco, mas apenas o que te podia dar... que é que, de facto, hoje, te posso oferecer?!

Até aqui, fui falando de coisas meias parvas, que diziam respeito a Nós, melhor, diziam respeito a Mim e a Ti, pouco acutilantes e quase sem substância, como:
Que … cuides de ti;
Que … gosto de ti;
Que … te Amo;
Que … agora já não sei;
Que … ainda bem que te conheci;
Que … porque é que te encontrei;
Que … respeites as regras de uma boa alimentação;
Que … cumpras as regras... (ai estas regras da sociedade podre que estamos a construir!);
E acima de tudo que te não deixes enredar no “rame-rame” das coisas que parecem boas e bonitas, mas que, dois minutos depois, deixam marcas... e fazem doer! – Como por exemplo Eu.
É isto que te tenho dito, não é verdade?!

Hoje, porém, e nem sei porquê, vou riscar do meu livro todo esse conjunto de ideias parvas. Não porque tenham deixado de fazer sentido.
Não que fenecessem no conceito, que eu penso deveria nortear os teus passos.
Não que valha a pena trilhares o caminho oposto... e de fuga às regras sociais enviusadas na senda do crime (mesmo leve), não.

Só que, aos poucos, e ao anotar a sociedade que nos rodeia e que nós enformamos também, penso que o caminho é outro. Outro e bem mais de acordo com o futuro que nos aperta de encontro aos muros que fomos Todos construindo sem razões explícitas para isso.

Proponho-te outro caminho... que fita mais as estrelas que nos plantaram no local onde os nossos maiores disseram estar o céu.

Outro caminho... que tenha mais a ver com a tua natureza” jovem”, e livre, e ansiosa por trilhar caminhos mais abertos e mais longos.

E os conselhos? Onde estão os conselhos?

Pois... os conselhos ficam por aí, já que não dou conselhos, eu dar conselhos... Deixa-me rir!
Ainda assim, volto a propor-te que:

Nas estrelas que tu ainda fitas ao longe, mas sem as miragens que poderias, efectivamente, construir por ti e para ti. Nas estrelas que ainda se espelham no azul celeste dos teus sonhos. Nas estrelas do bailado frenético de todos os dias e na efervescência das centelhas de ideais que elas projectam; Vive; Ri; Goza; Aperta os dentes para não chorares, se algum dia as lágrimas aflorarem aos teus olhos.

No dia-a-dia dos anos, dos meses e das semanas... segue os teus impulsos. Tenta não ligar demasiadamente às regras que te impuseram e eu “sugeri” que tu cumprisses.

Os impulsos do teu coração generoso vão-te levar até onde te levarem os teus sonhos… Limpos. Cristalinos. Prestes a entrarem na mansão onde os séculos constroem os anos e os dias. Limpos e cristalinos como os ideais que vais arquitectando.

E se vires alguém a sofrer dá-lhe um pouco da tua capa da amizade. Reparte com ele o céu que tiveres bebido das estrelas. Vence com ele os adamastores das tuas angústias e das que ele te apresentar.

Adamastores sempre os houve... e todos eles foram vencidos por espíritos abertos e levantados.
Deixa as regras de parte. Elas não matam a fome nem preservam do frio, não dão liberdade nem saram as chagas que se vão fazendo no coração dos deserdados e dos infelizes.

Se o fumo dos outros... estiver a fazer perigar a natureza, dá-lhe combate. Vibra com os que se manifestarem contra a perigosidade das acções que estão a matar a natureza que nos deu tudo... e nos mantém ao cimo da terra.

Mas, sobretudo, segue as tuas inclinações. Fita o alto e o além. Deixa as coisas pequenas e mesquinhas que os vermes encarnam por cá.

Deita o olhar para lá dos muros que construíste à tua volta, nem sempre de acordo com o que tu querias e queres. Derruba esses muros, porque, do outro lado, tu vais ajudar a procurar a solução para a miséria que a sociedade constrói.

Do outro lado, hás-de ver o Teu outro Mundo. Bem mais livre, e limpo, e gracioso, do que aquele que te aconselharam a apanhares, nas regras de uma sociedade que mais não é do que prenhe de incongruências que todos temos de combater.

E se depois de tudo isto, ainda gostares de mim... se achares que as minhas palavras ácidas, duvidosas, fúteis, sem nexo, sem substância, ainda são necessárias e aceitáveis.... Faz como entenderes... mas fá-lo com os teus pés. Com a tua cegueira, se ela for necessária. Com a tua vida inspirada nos sonhos que tu fostes sonhando.

Faz o que quiseres com o teu sorriso. Faz o que quiseres com as tristezas que, mesmo assim, ainda tiveres.

Fazes hoje anos, não é?

Eu fico por aqui. Não muito longe. A “ver-te”, sorrir em demanda da tua liberdade. Eu por aqui, consigo ver-te fungar a saudade de perderes o arrimo que eu te fui dando... mas que, decerto, não soube dar.

Eu fico por cá. Posso até cerrar os dentes, mas quero que sejas Tu. Tu, com os teus sonhos. Tu, com os teus olhos de ver o mundo novo que há, para lá dos muros de angústia e dúvidas que são os meus e que não quero incutir-te.
Sê feliz! Mais feliz... do que eu te faria, se não te desse hoje, aqui e agora, estes conselhos (?!)
“Conselhos” que não param, exactamente por que ainda te não vi partir … é que para mim tu ainda estás só a chegar! E eu ainda não sei se quero!

Afinal tenho tão pouco a oferecer-te, mas o que é que te posso oferecer no dia do teu aniversário?!

Que tenhas um FANTÁSTICO ANIVERSÁRIO.
Amo-te tanto ...



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