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Saturday, December 04, 2004

Saúde, Paz e Muito Amor no Coração do Mundo
 




So this is Christmas
And what have we done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young
A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong

And so happy Christmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight

A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
And what have we done
Another year over
And a new one just begun

And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

War is over
If you want it
War is over
Now...



Friday, December 03, 2004

Between Fingers...
 



Talvez exista algum temor em cada retrato, pintura, fotografia ou escultura. Quase sempre se teme a análise introspectiva, teme-se o conhecimento que ultrapasse a barreira da fantasia, que faça desmoronar um ideal.

Não é o desafio mais fácil para o artista... Certamente não é. E mais certamente ainda, como toda a biografia ou todo livro de memórias que lhe conheças, tende a ser uma mentira



A LITTLE MORE PINK
 



Let's do it ...



I LOVE YOU
 








Wednesday, December 01, 2004

Crónica de Uma Morte Anunciada
 



Ao fim de 138 dias, depois de ter nascido prematuramente e débil, com evidentes sequelas ao nível de carácter, liderança, dislexias, dando sinais evidentes de autismo profundo e irreversível, finou-se …

Já há algum tempo aqui deixei registado, a minha visão do Santanaz, mas também do Barrosista que me decepcionou. Já todos esperávamos por este desfecho.

Os acontecimentos na vida política, económica e social não deixaram margens para dúvidas, o “ódio destilava-se” por todo o lado, a falta de fé, a falta de estratégia estava a “matar-nos“ escandalosamente.

A Corrupção, a Hipocrisia, a Incompetência, era latente em todo o lado. O salve-se quem poder, era a palavra de ordem para os que podiam.

Brincadeiras à parte, Portugal e a sua imagem mudaram como nunca haviam mudado desde o 25 de Abril.

Nessa altura, os mais velhos sentiram – eu não tinha ainda na altura consciência social e política – que o País poderia finalmente caminhar à frente dos sujeitos e das vontades individuais que o constituem. Essa sensação de velocidade e deslizamento, de determinação da história pela acção imparável da força colectiva, foi a principal marca que 1974 deixou na nossa história mental.

Assim fomos aprendendo, como a democracia é a constituição da preservação dessa força, que aparece sempre que a deixam aparecer. Assim, Guterres sucumbiu em Dezembro de 2001, Durão e o seu Governo dois anos mais tarde, agora, bem agora já todos sabem o que aconteceu … de novo o desnorte nacional.

Também não vou discutir os méritos da designação de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia, apenas volto a reflectir sobre a situação atípica – um primeiro-ministro designado há dois anos, após cinco anos de oposição, foi-se embora, alegando que era para o bem do País. Sempre me cheirou a “flope” mediático, a sacanagem, a “golpe de mão” político-institucional, a falta de coragem virando as costas porque não sabia o que fazer à situação político económica do País.

Depois quem leu ou ouviu certas opiniões sobre a ida de Durão Barroso para a Presidência da Comissão Europeia, ficou com a sensação de que com a assunção do cargo por parte de um português, se iria resolver os problemas do País. Treta, treta … Durão foi para Bruxelas com um país cheio de problemas, e deixando-o, ajudou ao agravamento desses problemas.

Passado alguns dias da Fuga de Durão, alguns bonzos da nossa praça convencionaram que a liderança da CE era boa para o país, só que até agora alguém me sabe explicar em que é que isso nos beneficiou?!
Deixemo-nos de passes de prestidigitação: o cargo que Durão aceitou, trouxe sobretudo prestígio ao próprio, se cumprir bem o seu papel, se não o abandonar também, porque a Portugal … a Portugal o que lhe confere prestígio é o desenvolvimento, as performances no crescimento económico, no bem-estar dos cidadãos, os nossos índices de desenvolvimento humano, a capacidade que tivermos em desenvolver a nossa cultura. Tudo isso é que nos fará ter uma voz respeitada na Europa, já que pertencer à Comunidade Económica Europeia, bem ... deixem-me rir ...
Que fique bem claro que Durão enquanto Presidente da CE, a propor medidas para o desenvolvimento das políticas comunitárias e velar pela aplicação dos Tratados e das decisões tomadas pela Comunidade, em nada dependerá das autoridades portuguesas e tem de tratar o seu País de origem em rigoroso pé de igualdade com qualquer outro dos 25.

Por tudo isto, volto a reafirmar que a decisão de Sampaio e a recusa do PSD em disputar eleições, no passado mês de Julho (mais coisa menos coisa) surgiram marcadas pelo signo de “inexplicável suspeita de resistência”.

Trinta anos depois de 1974, o mundo político fechou-se sobre si próprio: nos negócios das secretarias, nos compromissos secretos, nos erros de casting, no autismo jurídico e tecnocrata. Esta situação deu no que deu, “coisas" como a de um Governo Sampaio/Santana/Portas/Cinha Jardim. Daí que tanta gente hoje esteja decepcionada com o próprio processo democrático.

Esta situação foi o culminar de muitos erros, a começar pelo então P.M. Barroso que se pôs ao fresco em Bruxelas, aproveitando o que a imprensa internacional chamou de um “mínimo denominador comum”;

O Presidente da República encenou um enorme tabu à volta da “solução da crise política” – entregando o Governo a um líder político que não se apresentou nessas condições. Na verdade, Santana não teve falta de adversários, ódios de estimação e rancores, ganhos das suas polémicas gestões, da Secretaria de Estado da Cultura à Câmara Municipal de Lisboa, passando pelo Sporting, pelo município da Figueira da Foz e eu sei lá ….

Quanta confusão! O grande problema é que as confusões pagam-se caro, aliás muitíssimo caro. Todos têm a consciência de que:

Não há líderes activos, “Os bons Políticos” ou estão a fazer operação de Charme ou … não querem mesmo pegar nesta desgraça.

  • A Economia Portuguesa só vai ter indícios de sobrevivência lá para o segundo semestre de 2005;
  • O Desemprego vai crescer, mas não nos valores que o INE avança, vai ser mais muito mais;
  • A recuperação económica?! Onde? O que é isso?
  • O Deficit vai aumentar;

As doninhas do sistema vão crescer, a corrupção vai ser ainda maior se não decidir-mos bem sobre o que vai ser o Nosso Futuro.

Não esqueçam que nos negócios da política não é possível, quando um eleito não cumpre o contrato político feito com os eleitores, devolvê-lo dizendo: “Não foi isto que comprei, quero o meu voto de volta”, a factura tem que ser paga até ao fim.

Só em próximas eleições é que se protesta, comprando de novo e arriscando porque, tudo volta a repetir-se. Por isso é que a “loja” tem cada vez menos clientes.

Continuamos numa situação pornograficamente escandalosa. Até lá … vamos continuar a vegetar, a ouvir uma espécie de juízo crítico parido em pequenos grupos, a vomitar de nojo e apenas dentro de certos limites a engolir sapinhos.




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