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Monday, January 10, 2005



Ficamos eufóricos com o aproximar do novo ano; endividamo-nos por tudo e por nada; viramos “gringos” num País distante; deixamo-nos contagiar por outros povos simpáticos, sorridentes, calorosos. Por momentos esquecemos o mundo em que vivemos, a sociedade com que convivemos no nosso País natal, e quando soam as doze badaladas pegamos numa taça de champanhe e brindamos, brindamos ao “novo” ano, muitos tchim – tchim , comemos doze passas e pedimos doze desejos, sim porque pedir não custa…

Muita alegria, muita folia, muita bebedeira, muitos brindes ao novo ano, muito despesismo, muita comemoração pela noite fora.

Afinal porque brindamos?

A subida, acima do valor da inflação, da electricidade, da água, do gás, dos transportes públicos, dos combustíveis, do pão, dos bens alimentares, dos jornais e revistas, das portagens, dos automóveis, dos medicamentos, das consultas e exames médicos, das habitações, das rendas, dos telefones, do infantário, da escola, das propinas da universidade, das viagens?

Os salários congelados ou aumentos salariais abaixo do valor da inflação?

A perda do poder de compra e o aumento do endividamento das famílias portuguesas?

A entrada em vigor do novo código do trabalho e a perda de direitos sociais e laborais ano após ano?

O aumento do desemprego, o aumento do número de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, o aumento da miséria social no nosso país?

A crescente escassez de líderes políticos competentes, responsáveis e trabalhadores?

A crescente onda de Corrupção?

A crescente desresponsabilização do Estado nas áreas da saúde, da educação, da investigação e da segurança social (com a crescente monopolização por parte dos grandes grupos económicos destas áreas estratégicas de desenvolvimento nacional)?

A crescente desigualdade da distribuição da riqueza no mundo, em que 10 por cento da população mundial detém 90 por cento da riqueza produzida no planeta?

A crise política e económica em que o país mergulhou devido a erros sucessivos de maus governantes?

A destruição humana, social e económica provocada pelo Tsunami que se abateu sobre as costas dos países asiáticos (e africanos)?

Há certamente outras tantas razões para comemorar, mas acima de tudo comemoramos porque continaumos a ter Fé para Acreditar que tudo poderá ser diferente.

Um Fantástico 2005 para todos!



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