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Monday, February 28, 2005



Perguntas tantas vezes …

Sabes, gostaria que fosse minha a sede que te seca os lábios. Gostaria que fosse meu o ar que te falta e sufoca. Gostaria que fossem teus os seixos do meu rio; Queria que fossem minhas as marés que te alagam; Queria melodia nas minhas águas com esse teu sorriso maroto.

Queria que fosse tua a palavra não dita na minha mordaça.

Agora eu … eu sou apenas ampla, apenas plena de sentidos, para que me decifres inteira … eu apenas eu …

Inunda-me, arrebenta-me sempre com as tuas vazantes e torrentes, inunda-me sempre que eu tenho sede.

O nome que me cala é teu; É minha a fome que te abrasa; É teu o sabor da minha saliva.

A saudade que em ti mora também me faz cativa; São tantos os teus os sinais pelo meu corpo, são tão profundas as marcas dos meus pés pelo teu caminho.

Toca-me com a tua urgência. Esculpe em mim, o teu desejo, a tua fome que bem conheço. Faço-me pequena para que possas conter-me. E nesses teu toque, viro poema sussurrando as palavras que nunca te entreguei.

Em troca quero apenas a tua deligênica, o teu desacato aos pudores.

Em troca quero toda a vastidão do teu sentir.

Quero a tua sede, o teu fogo, o teu desejo trespassando-me, desnudando-me traduzindo-me por inteiro.

Rabisca na minha pele arabescos de arrepios; Desgoverna os meus rumos; Desvenda os meus segredos; Arrebata os meus pudores; Despe-me desta casca casulo de segredos em que me guardo; Cala o meu grito com a tua boca… inunda-me, mas inunda-me sempre que tenho tanta sede…



Friday, February 25, 2005

CANAL "65"
 



Planeta Terra, ano 200(…). Hoje acordei sobressaltada. Esta noite dormi mal. Dirijo-me instintivamente até a sala a fim de experimentar o novo televisor. Tinha-o comprado no dia anterior e como a entrega fora já feita muito tarde ainda não a tinha experimentado.

Liguei o canal “65”, como habitualmente, para ver as notícias. Ao fazê-lo vejo surgirem no ecrã imagens de terror acompanhadas com de som de violentas explosões e gritos lancinantes. Eram sem dúvida imagens de uma guerra fratricida. Inúmeros carros de combate sitiavam o que devia ser uma posição defensiva do inimigo. Das luzidias peças de artilharia jorrava uma chuva incessante de projécteis produzindo violentas explosões. Do ar soltavam-se bombas de grande potência cuja detonação fazia estremecer o solo vaporizando tudo o que estivesse num perímetro de alguns metros. Pedaços de corpos ensanguentados esvoaçavam pelos ares misturados com a poeira do deserto.

Sinto o corpo ficar enregelado. Seria um filme de terror? Não podia acreditar que alguém imaginasse sequer algo tão aterrorizador. Deixo-me ficar estarrecida lançando um olhar vidrado para o infinito. Quero mexer-me mas não sou capaz e respiro fundo para evitar o sufoco que me aperta o peito.

Consigo finalmente levantar-me, apetece-me ver o sol, respirar ar puro, apagar aquelas imagens de horror. Embora goste de novidades, hoje quero ver coisas normais, pessoas banais, cenas do quotidiano sem qualquer história. Quero ver crianças a brincar no jardim, quero ver as mães na sua azáfama das compras, quero ver os carros passar, então olho para a rua adivinhando um sorriso. Mas o que vejo não é nada normal. As ruas estão desertas e há polícia por todo o lado. "Isto está a ir longe demais", penso para mim mesma.

Visto-me à pressa e vou a correr até ao quiosque comprar o jornal. Pelo caminho noto que quase todas as lojas estão encerradas. Paro junto ao quiosque e passo os olhos pela primeira página dos jornais onde, em letras garrafais, aparece o título "guerra contra o terrorismo" e depois mais em baixo "as nossas forças da paz combatem heroicamente pela liberdade". Continuo a ler o artigo "apesar de alguma resistência por parte dos soldados, as forças da coligação 'liberdade para sempre' já estão às portas da capital que em breve será libertada".
Mais à frente deparo-me com uma figura sinistra com um olhar frio como a morte, disfarçado num sorriso de aço-inoxidável. Tratava-se de uma entrevista. "Respondendo aqueles que achavam que esta guerra era inútil, em breve iremos mostrar as armas de destruição maciça que eles dispunham. Vamos libertar aquele povo. Custe o que custar. Leve o tempo que levar. O mundo já está farto de terrorismo e de ditadores que fazem o que querem sem ouvir os outros, que cometem assassínios em massa".
"Os restantes países que tenham paciência pois muito em breve iremos também libertá-los. Estejam descansados, começamos a por a casa em ordem e agora temos de acabar o serviço."Parei para pensar. O jornal devia estar-se a referir ao conflito que eu tinha visto na televisão.
Estamos afinal numa guerra contra o terrorismo e os ditadores. Fiquei mais descansada por afinal o “meu” país estar envolvido numa luta pela liberdade e pela segurança, por um mundo mais justo e próspero. Mas o alívio que senti durou só breves instantes. A versão que aparecia nos jornais em nada se assemelhava ao horror que vira na televisão.
Desfolhei todo o jornal à procura de imagens de guerra, mas vi apenas fotografias de soldados a sorrirem com crianças ao colo. Estava muito confusa! Quando regressava a casa passo por uma coluna de soldados com fardas imaculadamente limpas a marcharem em direcção ao aeroporto. Populares lançam-lhes flores e gritam "viva a liberdade. Deus vos abençoe, soldados da paz".

As imagens da TV teimavam em não me sair da cabeça. Pergunto a mim mesma, se terei sido a única a tê-las visto. Encontrei o meu vizinho e arrisco perguntar-lhe. "Guerra? Sim, claro que vi. Fomos libertar aquele povo. Coitados, viviam na miséria, mas viste como os nossos soldados os estão a ajudar? Aquilo é mais um acto de caridade que uma guerra. Como gostaria de participar na libertação daquele país. Pena que já esteja reformado."
Fico boquiaberta sem proferir uma palavra. Ele não tinha visto nada. Provavelmente ninguém vira. Ou estaria eu a delirar? Volto a casa e ligo a TV. A mesma destruição e as mesmas explosões sucedendo-se em catadupa. Desligo pois não consigo suportar tal horror. Sento-me no sofá para relaxar um pouco e esquecer. A minha cabeça parece um carrossel.

Porque razão o meu vizinho não vira nada?! Intrigada toco à campainha do lado. Meto conversa e peço para ele sintonizar o canal “65”. Ele assim faz e aparece no ecrã uma imagem de soldados a sorrirem com crianças ao colo e receberem flores da população. "Tem a certeza que é este canal", pergunto. "Absoluta, porque? vê, estamos a libertar aqueles desgraçados. Não é fantástico". Respondo que sim e volto para casa.
Não consigo estar em casa. Numa montra de uma loja de electrodomésticos existem várias televisões sintonizadas no canal “65” onde aparecem as mesmas imagens que tinha visto na casa do meu vizinho. "Devo ser a única capaz de visualizar aquelas imagens de horror." Pensei. "Ou estou mesmo louca ou há qualquer coisa com a minha televisão."

Regresso de novo a casa e verifico as ligações e os dados do aparelho. Tudo parecia normal. Foi então que reparei na factura onde estava escrito o destinatário "Secretário da Informação do Pentágono". As minhas mãos tremeram.

"Meu deus, eles devem ter trocados os aparelhos. Esta deve ser uma televisão especial para descodificar o sinal que mais ninguém consegue ver. Isto não é nenhuma libertação, é um massacre. Mas se o digo ainda me prendem. Melhor ficar calada." Com curiosidade redobrada, liguei o aparelho, mas experimentando outros canais. No canal “66” aparece a personagem sinistra cujo rosto tinha já visto no jornal. A sua imagem faz-me arrepios que me gelam o corpo.

Atónita, deixo descair o meu corpo para trás caindo como um moribundo no sofá. Era noite cerrada quando ouço um forte estrondo. Está alguém a arrombar a porta. Era a polícia, uns 10 ou 15 armados até aos dentes. Fiquei mais descansada. Levantei-me para lhes perguntar o que se passava.

"Alto. Fique onde está e deite-se já no chão. Já". - gritaram."Mas que foi, que fiz eu?!""Cuidado, ela tem qualquer coisa na mão. Tem botões. Pode ser uma arma. Largue já a arma."

Ergo o comando na mão para os acalmar "Isto é apenas um coman…" Várias rajadas de metralhadora ecoaram pela sala. Depois o chefe de polícia entrou, olhou para a televisão que estava na sala, só depois para o cadáver que jazia no soalho segurando o comando de TV.

"Este era sem dúvida um terrorista que roubou o nosso aparelho de televisão. Fizeram um bom serviço. Façam desaparecer o corpo e prendam os vizinhos que viram isto. Ninguém deve saber do que se passou. Um dia vão-nos agradecer por termos com esta acção tornado o nosso país num local mais seguro para se viver."



Thursday, February 24, 2005



Portugal precisa de um rumo, isso é um Facto.

Foi esse o Rumo que o PS propôs à maioria inequívoca dos portugueses. O PS fez uma “COLIGAÇÃO” com a maioria dos portugueses!!!

E que rumo é que Portugal precisa?

Recuperar a confiança e mobilizar a capacidade dos portugueses para enfrentar dificuldades e rasgar novas fronteiras;

Lançar um ambicioso Plano Tecnológico, convocando o País para a sociedade da informação, para a inovação, para a ciência e a tecnologia, e para a qualificação dos recursos humanos;

Promover a eficiência do investimento e das empresas, apoiando o desenvolvimento empresarial, promovendo novas áreas de criação de emprego, desburocratizando e criando um bom ambiente de negócios, estimulando a concorrência, garantindo a regulação e melhorando a governação societária.

Consolidar as finanças públicas;

Modernizar a Administração Pública para facilitar a vida aos cidadãos e às empresas e para adequá-la aos objectivos do crescimento.

Foi com isto que a maioria dos Portugueses se "Coligaram". Parecem-me correctas estas linhas de acção estratégica.

Ora bem, mas para recuperar a confiança é necessário uma proposta com credibilidade, Certo?! Até aqui estamos de acordo.

Ora a proposta do PS alia falta de rigor orçamental com o crescimento, fixando objectivos que dizem ser de médio prazo destinados a ultrapassar os nossos problemas estruturais, que não são atingíveis naquele período de tempo.

É, também, necessário estabilidade. Recuperar a confiança exige, igualmente, apresentar soluções e não passar o tempo a criticar os Governos anteriores. Certo?! É que as políticas não podem estar sistematicamente a mudar ao sabor da conjuntura e ao sabor das “coligações” que vão sendo feitas por Amor à Pátria.

Pedem-nos para sermos mais Pró-Activos?! Enquanto isso cada vez mais nos ignoram.

Pedem-nos para nos empenharmos em criar uma imagem mais positiva do nosso País, enquanto isso cada vez mais ausente o sentido pela “Pátria”, porque continuamos numa sociedade autista.

Pedem-nos para formarmos uma aliança entre vastas camadas da sociedade portuguesa, destinada a projectar internamente e no Mundo uma boa imagem de Portugal e dos portugueses; enquanto isso cada vez mais vamos sentindo na pele os jogos de corrupção e de favores.

Enfim … eu não me “Coliguei” porque não Acreditei, sou mais estilo ver para crer ...

A agenda de Sócrates/PS, não é ambiciosa não senhor, é mais uma agenda de mentira, de jogo de poder em que esconde as dificuldades a todos os níveis, de malabarismos engenhosos …

O que é necessário fazer é tão-somente criar um ambiente de rigor e de criação de oportunidades. Um ambiente favorável à mobilidade social, à poupança, ao investimento e à criação de emprego. O COMO FAZER … meus caros, jogo de ESTRATÉGIA pura e simples, quem se coligou que pense.




Wednesday, February 23, 2005



Escrever por escrever pode parecer uma ilusão, uma perda de tempo, consumo de energia, desperdício de imaginação.

Pode parecer discussão sem adversário, conversa sem assunto, sexo sem parceiro.Escrever é um exercício gratificante, sinal de vitalidade.

A procura do sentido do que se escreve, a harmonia do texto é um exercício de construção, de escultor que modela a peça, de pintor que se matiza nas cores.Escrever é o jorrar de uma energia que não pode ser contida.
Quem escreve vira-se do avesso, exterioriza o que lhe vai na alma, na memória, nos sentidos. Coloca na escrita, ainda que não pareça nem ele tenha disso consciência, pedaços de si próprio, partículas do seu eu que, ao longo da vida, foi construindo.

Cada frase é parte do seu todo, cada letra é uma gota do sangue que lhe corre nas veias.Escrever como simples exercício pode ser interessante, bonito estimulante pela capacidade de escolher as palavras, organizá-las numa frase, dar-lhe sentido, estabelecer as suas relações, aplicar o adjectivo que melhor caracteriza o sujeito, utilizar o verbo que melhor descreve a acção, dar cor ao texto, dar-lhe som, musicalidade, imprimir-lhe convicção, apelo ou imposição, ordem ou súplica, blasfémia ou oração.
Cada texto é um grito, uma rotura com a solidão, uma brecha na muralha que a vida construiu à nossa volta. É um brado de liberdade, liberdade de fazer o que não lhe pedem nem lhe mandam fazer.
Pode não atrair muitos leitores, pode não agradar a parte deles, mas é obra, é criação.
Ainda ninguém deixou de fazer um filho por pensar que pode sair feio, ou deixou?!
Escrever por escrever é melhor do que não escrever…



Monday, February 21, 2005



Não me espantaram nada os resultados de ontem, não fui vítima de um mais um “choque”, assistimos à derrota de Santana Lopes e a muito curto prazo também assistiremos a um PS a olhar atarantado para a maioria absoluta que lhe caiu do céu.
Talvez fiquem para a história estes resultados, talvez não volte a acontecer a circunstância de um partido ter um naipe de circunstâncias tão favoráveis como as que se lhe ofereceram no quadro fresco da incompetência máxima a governar que foi a fuga de Durão e à passagem de Santana Lopes por São Bento.
Acho que são merecidos um e outro castigo, na medida em que se entenda castigo como forma de punição de pecado. Mas a questão está em saber se interessa punir ou redimir.Infelizmente, castigar não é parte da solução. A menos que houvesse hipótese de reedição com ajuste de casting, de dinâmica e, sobretudo, de projectos, mas não é o caso, porque estamos a falar de governação de um país em situação crítica dos pontos de vista da economia, do tecido social e da auto-estima.
Pela minha parte, confesso, gostaria que Sócrates e o PS fossem castigados pelas consequências da maioria absoluta, responsabilizando-os absolutamente pelas mudanças necessárias, perante o País.

Para terminar não ouso dizer Contem Comigo, nem me atrevo a dizer que Conto Convosco, mas eu só tenho um voto e não quero mais que este ínfimo poder de cidadania.



Friday, February 18, 2005

To My Adam
 



Sometimes at night I look to the sky, I start thinking of you and I ask myself why, Why do I love you?!

I think and I smile, because I know the list could run on for miles.

The whisper of your voice, the warmth of your touch, so many little things make me love you so much.

The way you support me, even your silly emotions, the way that you care and show such emotions; The way that your kiss fills me with desire and how you hold me with the warmth of a fire; The way your eyes shine when you look at me, lost with you forever is where I want to be.

The way that I feel when you are by my side, a sense of completion and over flowing pride;The dreams that I dream that all involve you, the possibilities I see and the things we can do.

How you finish the puzzle that lies inside my heart, how deep in my soul you are a very important part.
I could go on for days telling what I feel, but all you really must know is my love for you is real.



Tuesday, February 15, 2005

Mais uma Vez o AMOR
 



Ontem perguntaste o que é o Amor para mim ...

É sempre um pedaço do meu corpo entregue em outra alma … É sempre o pensamento que passeia distante … É o jeito de falar com os olhos, sem precisar de dizer nada … É saber que mesmo distante tens o coração junto ao meu … É saber que podes penetrar o meu corpo, sem precisar de me tocar … É sentir que estás perto mesmo sem te poder ver…

É perceber que tu chegaste com o Tempo, nos descaminhos que nos fizeram unir os corpos, como se a almas nos encontrassem … É sentir-me completa, plena, cheia de forças e de sonhos … É poder sentir o teu toque, o teu cheiro, o teu gosto, o teu ser … É sentir o ofegar da tua respiração, quando entra na minha …

É saber que o teu abraço me sustenta e ampara … É ouvir a tua voz com medo da vida que me trouxe até ti … É ver que o tempo passou mais devagar para mim.

O Amor, o que é o Amor … nesta vida sem rumo, sem tempo certo?

O encontro da escuridão? O encontro das gotas de mar? A chuva que cai? O vento forte que se mostra na tempestade? A brisa que te beija sempre ao amanhecer? O sol que brilha?
O Amor é … como a vida, que começa devagar, nos passos incertos de uma criança, depois continua na incerteza de passos ainda mais incertos …

E quando é a hora de amar?

São todos os segundos que a vida me entrega, São todas as manhãs em que cada dia me chama, São todas as noites em que o dia me cala, É quando o meu coração se prepara para dar, É quando tu te entregas sem medo de perder, É quando consigo sorrir de tanto chorar, É quando me consigo elevar dos meus sonhos, É quando os teus lábios murmuram silêncios e quando a tua voz penetra no espaço, É quando tu sentes que chegou a hora, É quando as horas se encontram no tempo, É quando um pedaço de mim se vai, É quando eu percebo que tu já não vives em mim…

Nessa altura eu procuro os sonhos, para então poder ter a vida ao meu alcance antes que eu já não possa senti-la, é tentar encontrar-te na eternidade para novamente te poder amar.

E se amanhã não for nada disto, caberá só a mim esquecer, o que eu ganho, o que eu perco Ninguém precisa saber e deixo assim ficar subentendido … O que eu ganho, o que eu perco ninguém precisa saber …



Monday, February 14, 2005

ME/YOU
 




Friday, February 11, 2005



«Amor febril, amor viril, amor adolescente, amor impuro e de luxo, amor ardente, amor correspondido, amor fingido ou verdadeiro.

Amor intermitente, amor doente, amor primeiro.
Amor sem pretensão, amor paixão que chega de repente, que mata e se destrói, que arrasa que corrói e acaba simplesmente.

Amor que se entrega, amor que cega, Amor que embriaga, que vem feito tufão e abrindo o coração se espalha feito praga.

Amor desesperado, amor mascado amor proibido, amor desilusão, amor em vão, amor interesseiro, amor traiçoeiro.

Amor que não se vende.
Amor que não tem fim.

Só quem amou assim me compreende.»



Thursday, February 10, 2005



E é assim, eis que chegam mais umas eleições!

O ambiente geral não é bom. Ao invés de assistirmos a debates que deveriam ser sérios, abertos e vivos sobre os problemas reais do país, assistimos à insistência nas questões laterais e nos epifenómenos.

Há insinuações e por serem insinuações de muito mau gosto. E depois não há a coragem de assumir as críticas veladas...

De novo assistimos a um facto que acontece de vez em quando: os “políticos” saem das suas "tocas", para virem de novo junto do Zé-povinho! São políticos pelas feiras, mercados, lotas, tudo quanto é sítio.

É a aproximação ligeira do povo de quem se desviam quando não lhes convém! É apertos de mão! É beijos atrás de beijos, é hipocrisia velada!

Ao invés de assistirmos a debates que deveriam ser sérios, abertos e vivos sobre os problemas reais do país, assistimos à insistência nas questões laterais e nos epifenómenos.
Há insinuações e por serem insinuações de muito mau gosto. E depois não há a coragem de assumir as críticas veladas...

Tenho alturas em que procuro respostas para um conjunto de questões:

Que Administração Pública temos?

Que serviços públicos temos?

Como garantir que a qualidade prevaleça sobre a burocracia e o clientelismo?

Que sustentatibilidade e que transparência para as contas públicas?

Como assegurar um sistema fiscal simples, claro, acessível e justo?

Como reduzir o peso das despesas irreprodutivas - sem cair na tentação de caminhar para o perigoso Estado mínimo?
Que administração da justiça queremos?

Como aspirar a ter tribunais céleres e eficazes?

Como simplificar as leis e os procedimentos?

Como pôr as pessoas e os cidadãos em primeiro lugar?

Como dar prioridade ao conhecimento, à educação, à ciência e à cultura?

Como combater o insucesso e o abandono escolares?

Como garantir a qualidade educativa?

Como considerar a exclusão e superá-la?

Como garantir um Serviço de Saúde digno?

Como pôr a economia real a funcionar - respeitando a iniciativa económica, mobilizando as energias disponíveis, apostando no emprego qualificado?

Por que motivo, ao longo da história, temos tido tão longos momentos de depressão de descrença?
Pena que o Bordalo Pinheiro e o Eça não estejam cá nestes tempos, pois teriam tanto trabalho: um nas suas caricaturas, outro nos seus romances a denunciar muitos males!



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