<$BlogRSDUrl$>

Thursday, February 10, 2005



E é assim, eis que chegam mais umas eleições!

O ambiente geral não é bom. Ao invés de assistirmos a debates que deveriam ser sérios, abertos e vivos sobre os problemas reais do país, assistimos à insistência nas questões laterais e nos epifenómenos.

Há insinuações e por serem insinuações de muito mau gosto. E depois não há a coragem de assumir as críticas veladas...

De novo assistimos a um facto que acontece de vez em quando: os “políticos” saem das suas "tocas", para virem de novo junto do Zé-povinho! São políticos pelas feiras, mercados, lotas, tudo quanto é sítio.

É a aproximação ligeira do povo de quem se desviam quando não lhes convém! É apertos de mão! É beijos atrás de beijos, é hipocrisia velada!

Ao invés de assistirmos a debates que deveriam ser sérios, abertos e vivos sobre os problemas reais do país, assistimos à insistência nas questões laterais e nos epifenómenos.
Há insinuações e por serem insinuações de muito mau gosto. E depois não há a coragem de assumir as críticas veladas...

Tenho alturas em que procuro respostas para um conjunto de questões:

Que Administração Pública temos?

Que serviços públicos temos?

Como garantir que a qualidade prevaleça sobre a burocracia e o clientelismo?

Que sustentatibilidade e que transparência para as contas públicas?

Como assegurar um sistema fiscal simples, claro, acessível e justo?

Como reduzir o peso das despesas irreprodutivas - sem cair na tentação de caminhar para o perigoso Estado mínimo?
Que administração da justiça queremos?

Como aspirar a ter tribunais céleres e eficazes?

Como simplificar as leis e os procedimentos?

Como pôr as pessoas e os cidadãos em primeiro lugar?

Como dar prioridade ao conhecimento, à educação, à ciência e à cultura?

Como combater o insucesso e o abandono escolares?

Como garantir a qualidade educativa?

Como considerar a exclusão e superá-la?

Como garantir um Serviço de Saúde digno?

Como pôr a economia real a funcionar - respeitando a iniciativa económica, mobilizando as energias disponíveis, apostando no emprego qualificado?

Por que motivo, ao longo da história, temos tido tão longos momentos de depressão de descrença?
Pena que o Bordalo Pinheiro e o Eça não estejam cá nestes tempos, pois teriam tanto trabalho: um nas suas caricaturas, outro nos seus romances a denunciar muitos males!



This page is powered by Blogger. Isn't yours?