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Tuesday, March 29, 2005

  • HOJE
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    Não consigo dormir, ou respirar como devia. Não consigo comer ou beber, ou olhar as estrelas de forma inocente.
    Não consigo fazer o que fazia, canso-me, começo a ficar farta e triste de estar farta. Noite... sombras... silêncio... indefinida angústia imponderável pelo ambiente.
    Ideias vãs; Esforço inútil; Alma incompreendida em tudo quanto se crê ou sente;Um cesto envernizado, onde guardas os frutos do teu delírio, mais um livro anunciado e nunca editado, intitulado de “cabaz”!
    Um sonho engavetado e esquecido, a cada dia acrescido de uma página, uma a uma, em poemas despertos pela inspiração.

    Depois de escritos, adormecidos no escuro de uma gaveta, iluminados pela luz da imaginação.

    Quem sabe ao amanhecer … imprimes a tua alma em mais um texto de contexto indecifrável, onde o teu sinónimo é o teu antónimo, um sujeito indefinido … entre modos e tempos, triste verbo que ecoa na forma nominal.
    Orações que são subordinadas aos teus vícios de linguagem. São pedaços de lápis que pintam a tua vida.

    Por vezes a preto e branco, pintas o teu pranto.A vermelho, a tua ideologia.

    A amarelo, um sol que brilha.

    A azul, um mundo com céu num arco-íris de utopia.
    Em cores vivas, em cores mortas, são tuas as dores.



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