<$BlogRSDUrl$>

Friday, March 25, 2005



Não é porque existem pântanos que hei-de chafurdar.
No meu corpo uno convivem pés enlameados e pura fronte.

Enquanto estive nua não houve do que me envergonhar, o teu olhar atento sem censura - poço de ternura…

Até pude ser apenas eu ali ao lado, despida e desarmada... Nenhum movimento brusco …

Nada contra mim - nada contra ti - nada contra a corrente, eu apenas de olhar aceso, demente em ganas de morder e devorar.

Mas nada disso reflectia a verdade do momento, na explosão aspirada e consentida fundem-se lado a lado morte e vida.

E um desejo intenso de viver morrendo em lavas, sobra e retorna sempre assim.
Aturo a tua fala, guardo o meu silêncio, sucumbo aos teus gemidos …

Já só quero tréguas contigo a muitas léguas … só eu perto de mim!



This page is powered by Blogger. Isn't yours?