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Thursday, April 28, 2005

FOR YOU ...
 




Wednesday, April 27, 2005

WITH LOVE ...
 



... my heart flys now
she is coming there
flying over the roofs of the homes and she is coming there
just like a air breath hitting your window
so don't send her away
cause she is there for you ...


(no poems i said … but i can't do it)


... one day you will hear the train's whisper
passing by outside of your house ...
(Domenico)



Tuesday, April 26, 2005



A democracia está fundamentada na hipocrisia. Tudo o que se relaciona com esse regime político, em última instância, desemboca em algum argumento hipócrita.

Nada mais é do que hipocrisia quando se diz que o povo é sábio. A maior parte, a parcela que elege os dirigentes, comporta-se como um indolente rebanho, tocado para lá e para cá pelos capatazes políticos através de promessas que nunca se cumprirão.

Somente hipocrisia reside nas expressões comuns à prática democrática: "base parlamentar de apoio", "compatibilização de interesses"... Todas eufemismos para corrupção pura e simples.

Não passa de hipocrisia quando se diz que o poder é exercido em nome do povo. Os congressos e os parlamentos eleitos com essa função nos países democráticos são tumores nacionais, os quais, insuficientemente tratados a cada eleição, voltam a crescer, para disseminar com empenho redobrado a metástase da corrupção.

Mas a hipocrisia vive em todo o lado, tomou proporções dantescas, a hipocrisia reina também nos postos de trabalho, na mesa de café e eu sei lá …

De fato, o único alento que se extrai de todo este quadro deprimente é o saber de que a democracia vai se extinguir infalivelmente. Não se trata de uma afirmativa leviana nem tampouco de uma profecia sem fundamento, mas tão-somente da antevisão de um processo inevitável, natural e automático de depuração.

Tudo quanto é errado, nocivo ou inútil não pode se manter indefinidamente.

A classe política remanescente terá necessariamente de redireccionar os seus objectivos e procedimentos, ajustando-os a princípios bem diferentes dos actuais, pois caso contrário não será remanescente.

O regime político do futuro aproximar-se-á mais dos exercidos por determinados povos antigos, não por acaso relegados à curiosidade histórica ou completamente esquecidos pelo Homo Politicus moderno, essa estranha criatura, que na sua decadência mal pressentida se intitula auto-suficiente, mas que nos seus actos mostra-se apenas como auto-iludida.



Monday, April 25, 2005



Que fui?
Que serei?
Valerá a pena ser constante?

Valerá a pena construir uma ponte segura, onde possa com segurança pisar … sem cair?
Que quero eu de mim?

Odeio estas coisas, juro que odeio …
Não quero responsabilidades, nem arma segura que acerte no alvo, quero ser eu … como sou … assim eu …

Não quero ser arrastada pelo vento, por ser leve … Quero isso sim, pesar tanto quanto o tempo …mas eu não sei definir Tempo!

Que será de mim depois de alguém me ensinar a ser assim, diferente, feliz … segura de mim …

Não quero acreditar que acredito, não quero esconder-me de quem se esconde, quero liberdade… mas, será que quero ser assim?!

Não quero ser o que escrevo, quero ser alguém que escreve por mim, porque se for eu a escrever, seria falso não admitir, que afinal sou igual... Sou sempre assim …

E sempre esta sombria sombra que teima em me esconder da realidade! Que esforço o crer na existência …

E tanta filosofia, complicando o que é complicado; Já que se eu complicasse o simples, tornaria o simples complicado!

E tanta volta, e volto atrás para apanhar a outra volta, juntando outra e mais outra, esquecendo-me que depois de tanta volta deixo uma volta perdida na volta que ficou atrás …

E tanto, tanto pensamento desmedido, e desmentido, e dito, e acreditado, e sincero, e paranóico, e puro, e mentiroso, e empirista, e tanta … tanta reflexão sem realmente saber se vale a pena tanta coisa, complicando o que complicado é!

E este meu destino metafísico, esta ambição espiritual, este meu ser desaparecido este meu inferno existencial. Esta minha dor a descoberto, o meu corpo dilacerado.

Depois de tudo, só a minha ignorância resta, porque o resto, o meu resto já é só merda!



Wednesday, April 20, 2005

25 OU ...
 




O Código do Trabalho, publicado através da Lei 99/2003, de 27 de Agosto, veio implementar novas regras relativas à duração do período de férias. O período anual de férias mantém-se nos 22 dias úteis.

Porém, consagra-se expressamente que este é o período mínimo de férias, podendo ser aumentado por acordo entre o empregador e o trabalhador ou por disposição de instrumento de regulamentação colectiva.

Foi, ainda, consagrado o aumento do período anual de férias por efeito da assiduidade do trabalhador, até ao máximo de 25 dias úteis por ano. Neste quadro, a lei estabelece que a duração do período de férias é aumentada no caso de o trabalhador não ter faltado, ou na eventualidade de apenas ter faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam, nos seguintes termos:

3 dias de férias até ao máximo de 1 falta ou 2 meios dias;
2 dias de férias até ao máximo de 2 faltas ou 4 meios dias;
1 dia de férias até ao máximo de 3 faltas ou 6 meios dias.

Apesar de o Código do Trabalho ter entrado em vigor em 1 de Dezembro de 2003 e não estar prevista nenhuma norma transitória específica para esta situação, o aumento dos dias de férias em função da assiduidade só vai ser aplicado este ano e dependendo da “vontade” do empregador. E neste caso os empregadores, dizem com ar sério e honestíssimo: “ … meus Senhores vamos cumprir a Lei

Esta situação leva-nos a reflectir sobre o que são faltas justificadas?

As ausências por casamento (15 dias seguidos). Optem ou casam, ou não há férias de assiduidade?!

Por falecimento de cônjuge, parentes ou afins (entre dois e cinco dias, consoante o grau). Não há familiar nem férias por assiduidade!

Para prestação de provas em estabelecimentos de ensino. Escolham ou não se valorizam ou têm férias de assiduidade?!

Por factos não imputáveis ao trabalhador, como doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais. Meus caros amigos, ou tratam bem da saúde, sem terem de fazer muitos checkups para não faltarem ou … vão ficar doentes e também não têm direito a férias por assiduidade;

Para prestação de assistência inadiável e imprescindível a membros do agregado familiar. Optem Família ou Férias por assiduidade?!

Ausências até quatro horas, uma vez por trimestre, para o responsável pela educação de menor se deslocar à escola. E agora voltam a escolher: Filhos ou Férias por assiduidade?!

As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação colectiva; As dos candidatos a eleições a cargos públicos durante a campanha eleitoral. Agora é mais escolher entre defender os direitos tendo voz activa sem férias por assiduidade ou autistas da sociedade, super saudáveis, sem filhos, sem família, sem acidentes, sem … sem … sem … e 25 dias de férias?!

E ainda não podemos esquecer, são consideradas justificadas as aprovadas pelo empregador;

A grande questão é precisamente do aumento até 3 dias do período de férias, se fosse para redução não haveria dúvidas rigorosamente nenhumas, nem mesmo teríamos que aguardar pela interpretação dos “nossos advogados” era para reduzir e ponto final!

Em suma, a interpretação é: “A menos que nos obriguem a fazê-lo, nunca na vida vamos implementar uma alteração que beneficie os empregados".
Porque a verdade é que todas as outras - que, por exemplo, reduzem as compensações a quem trabalha em feriados e que alarga o período em que um trabalhador pode permanecer a contratos a prazo - já não se prestaram a qualquer interpretação.

Mais uma vez continuamos a confundir PRODUTIVIDADE COM PERMANÊNCIA.

Eu veto ESTES 25 dias de férias.



Wednesday, April 13, 2005




Cada vez mais se ouve falar de ESTRATÉGIA, é de facto um tema fascinante, mas … infelizmente é por vezes tratado não de uma forma correcta, senão vejamos - A Estratégia assenta numa capacidade que ninguém tem e que é a Capacidade de Prever o Futuro.

Se apenas dependermos da Estratégia Definida pelas Organizações em vez de melhorarmos a nossa posição competitiva só a agravamos, então o importante é associar a essa Estratégia uma grande Flexibilidade da Organização no seu Todo.

Estou cansada de ler as teses defendidas e provadas pelos grandes mestres de Gestão, mas na realidade quando são postas em prática, muitas vezes, saem goradas; Depois quando analiso uma Empresa de “Sucesso” verifico que esse Sucesso resulta da FLEXIBILIDADE em aceitar as Mudanças.

Hoje não precisamos ser só Bons naquilo que fazemos, hoje quem é só Bom tem os dias contados, há tantos Bons a fazerem o mesmo que nós … Hoje é Preciso para além de ser BOM ser INTERESSANTE.

E o que é que isto quer dizer?! Quer dizer que é necessário termos a coragem de sermos empreendedores, determinados a desafiar a cultura que faz a Organização ser bem Sucedida

Resta-nos:

MARCAR A DIFERENÇA
DERRUBAR AS PAREDES DO ESCRITÓRIO
USAR UMA “BORRACHA” romper paradigmas sermos flexíveis - Pensar "Out of the Box"!


Progresso Económico resulta de um produto Mais por Melhor

Mais Conhecimento
Mais Informação
Mais Experiência
Melhor Trabalho



Friday, April 08, 2005

TOTUS TUO
 







De um canto do quarto observo o corpo exausto.

Não me espanta que a minha carne deseje a tua, mas que a minha alma deseje o teu corpo faz-me ciúme …

A paz do depois, a agonia do antes, o maremoto do durante … tudo é explosão na ânsia do instante.

Uma paixão inesperada chegou na madrugada, e eu desvairadamente louca, deixo queimar-me pelo fogo desta paixão.

Esta bruxa feiticeira, que me envolve, colocando na minha boca a poção, o veneno, arrancando-me de mim, sugando-me deixando-me pequena …

O que resta na boca senão o fel de ontem?! Tão doce quanto seria no início a ressaca do mar, a cabeça zonza, as juras não cumpridas, o desejo negado … é isso, Paixão amarga-doce … ilusão de uma noite…

Um dia de pecados… Não tenho solução para o amor e retraio-me … as juras de repente são eternas e eu engulo a minha moralidade, juntamente com a modéstia … deixo-me tomar pelo pecado reverso, alma … paralelo entre o prazer e a decência …

Abrindo o dicionário e o meu coração encontro conceitos diversos para o que seja o Pecado … resta-me olhar nos teus olhos como redenção. Assim se eu peco, purifico-me, se sou inocente tenho o paraíso … olho nos teus olhos ainda como devota penitência, olhando-os sem os beijar é jejum, é sacrifício, oferenda.

Diz-me que não te beijar é pecar contra a carne …

E assim fico, louca ao perceber que te desejo, deliro quando olho nos teus olhos … e permaneço quieta!

Serei tudo o que quiseres, a tua alma sem a menor imolação, o teu sangue que activa o teu coração, o pássaro dócil que alisa com plumas a tua pele, o lobo faminto que te abocanha sem asseio, a gaze amarrada para toda a resposta não suplicada, serei o teu futuro amaldiçoado por esta paixão que nos envolve.

Enquanto isso escrevo … escrevo porque me dói a alma e o coração, escrevo porque quero esta paixão de amar, paixão louca … e se um dia cair tentarei juntar os cacos, mas podem fragilizar-se demais … e então …quero sempre a Paixão.



Monday, April 04, 2005

A RESPOSTA
 




As palavras são"magia", alquimia, transmutação, feitiçaria, exercem um certo fascínio nas pessoas, acreditando, muitas vezes, que têm o poder manipulando "poções mágicas", caldeirões, varinhas … e que o seu uso num determinado momento, numa determinada caverna, se obtém os resultados desejados.

Ás vezes, não consigo conter o sorriso, quando alguns se orgulham ou são idolatrados por "produzirem chuva".
Transmutar energias para movimentar o ar, expandir o fogo, contrair a água e alterar a terra é fácil, pois são magias que se processam externamente, manipulando-se "coisas concretas" e de fácil acesso.

Agora, o difícil é realizar a magia "interior", onde se trabalha com as "coisas abstractas", procurando transformar a ira em paciência, a leviandade em firmeza, o receio em esperança, a soberba em humildade, a luxúria em castidade, o arrebatamento em prudência e o egoísmo em generosidade…

A vida de quem escreve é procurar um sentido por vezes para o que não tem sentido … é criar labirintos … é criar magia, dúvidas, incertezas. Nem sempre as palavras precisam de ser claras para quem lê.

As palavras vêm da alma e não do corpo, não são formatadas porque são sentidas … para quê questioná-las?!
As Palavras compõem o amor, a raiva, o desespero, a paixão, a desilusão no seu mais alto anseio espiritual e afectivo.
Quem escreve joga Um POKER mas de fantasias reais!!!!!



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