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Monday, April 25, 2005



Que fui?
Que serei?
Valerá a pena ser constante?

Valerá a pena construir uma ponte segura, onde possa com segurança pisar … sem cair?
Que quero eu de mim?

Odeio estas coisas, juro que odeio …
Não quero responsabilidades, nem arma segura que acerte no alvo, quero ser eu … como sou … assim eu …

Não quero ser arrastada pelo vento, por ser leve … Quero isso sim, pesar tanto quanto o tempo …mas eu não sei definir Tempo!

Que será de mim depois de alguém me ensinar a ser assim, diferente, feliz … segura de mim …

Não quero acreditar que acredito, não quero esconder-me de quem se esconde, quero liberdade… mas, será que quero ser assim?!

Não quero ser o que escrevo, quero ser alguém que escreve por mim, porque se for eu a escrever, seria falso não admitir, que afinal sou igual... Sou sempre assim …

E sempre esta sombria sombra que teima em me esconder da realidade! Que esforço o crer na existência …

E tanta filosofia, complicando o que é complicado; Já que se eu complicasse o simples, tornaria o simples complicado!

E tanta volta, e volto atrás para apanhar a outra volta, juntando outra e mais outra, esquecendo-me que depois de tanta volta deixo uma volta perdida na volta que ficou atrás …

E tanto, tanto pensamento desmedido, e desmentido, e dito, e acreditado, e sincero, e paranóico, e puro, e mentiroso, e empirista, e tanta … tanta reflexão sem realmente saber se vale a pena tanta coisa, complicando o que complicado é!

E este meu destino metafísico, esta ambição espiritual, este meu ser desaparecido este meu inferno existencial. Esta minha dor a descoberto, o meu corpo dilacerado.

Depois de tudo, só a minha ignorância resta, porque o resto, o meu resto já é só merda!



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