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Tuesday, May 31, 2005

Estou Orgulhosa
 

Um colega meu, escreveu um livro. É verdade o Paulo Moura escreveu um livro fantástico. Todos o deveriam ler, vou deixar um cheirinho para aguçar a Vossa curiosidade.





Sinopse


Persuacção, s. f. forma particular de persuasão tendo uma determinada acção como fim último.

Embora esta palavra não apareça em nenhum dicionário, os gestores praticam-na. Ter consciência disso torna-nos a todos, elementos de organizações, menos vulneráveis às armadilhas de argumentação falaciosa. De que forma? Só lendo...



A mudança nas organizações nunca é um processo meramente técnico e puramente objectivo.

Porque é preciso persuadir, provocando ou aumentando a adesão de terceiros, a argumentação para a acção assume uma importância vital para que as decisões – as escolhas – se tornem, na medida do possível, imunes às armadilhas que são colocadas pelos elementos da organização que resistem à mudança.


Estas armadilhas – as falácias – surgem ao longo de todo o processo de mudança: tanto na fase de preparação, como na de implementação e mesmo no controlo. Assumem a forma de argumentos não válidos, seja por sofrerem de vícios formais, de conteúdo ou por não cumprirem as regras de uma argumentação racional.


É assim útil o domínio da argumentação – e das técnicas que lhe estão associadas – para desmontar argumentos falaciosos que interessa contrariar, sob pena de se pôr em causa o próprio processo de mudança, por vezes mesmo antes deste se iniciar.


Nesta obra, Paulo Proença de Moura propõe que se estabeleça uma ponte entre a gestão e a argumentação filosófica, para que o agente de mudança adquira competências que normalmente não são contempladas no ensino de gestão em Portugal.

Os vários casos práticos apresentados permitem reforçar a utilidade desta obra e o domínio da argumentação, não só para os gestores, mas também para todos os elementos da organização.


Autor: Paulo Proença de Moura
Editora: Edições Sílabo, Lda.
Preço de Venda ao Público: 16,90 €
Nº páginas: 200
Publicação: Maio de 2005

Blog do livro
  • AQUI



  • Monday, May 30, 2005

    O Amor tem destas coisas ...
     



    "Maybe I'm old fashioned feeling as I do.
    Maybe I'm just living in the past,
    But when I meet the right one,
    I know I'll be true.
    My first love will be my last.
    When I fall in love It will be forever.
    For I'll never fall in love
    In a restless world like this is Love is ended before it's begun
    And too many moonlight kisses
    Seem to cool in the warmth of the sun.
    When I give my heart It will be completely.
    For I'll never give my heart.
    And the moment I can fell that you fell that way too
    Is when I fall in love with you."
    (huuuuuuuuuummmmmmm ouvir o Nat King Cole é uma delícia)



    Saturday, May 28, 2005



    Encosto os dedos à janela, para do outro lado te poder tocar … ou simplesmente imaginar que aqui entre os meus dedos, desfrutas os meus segredos!

    Encosto os olhos à janela para te desejar … para poder sonhar que te posso tocar, ver e beijar …

    Encosto as lágrimas à janela, para te poder sentir, e lembrar que um dia te fiz chorar …

    Abro a janela, pois sinto no coração o teu andar, o teu chegar … mesmo atrás de mim!

    A janela ficou aberta … à espera de te ver passar…

    Mas da janela, vejo outras janelas, outras casas, outras gentes, que, tal como eu, vão à janela, antes que a noite caia…

    Oiço sons de estrada e, de quando em quando, um sinal … uma luz …
    Da janela debruçada, vejo cães abandonados, carros estacionados, alguém que me diz adeus. E longe, bem longe … vejo o meu reflexo debruçado na janela, à espera que a noite caia …à espera de ti amor.



    Tuesday, May 24, 2005



    Os três tipos de “Génios de Gabinete”: O Honesto e insípido; o Desonesto e simpático e o pior de todos: o Inútil, Vazio, Metido a Literato, Parasita da sociedade e produto típico de uma burguesia falsa, que suga recursos do sector produtivo da sociedade.



    Friday, May 20, 2005

    Point ... OF VIEW
     



    A controversa e já tristemente célebre pergunta escolhida pelo PS, PSD e PP é a seguinte:

    «Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?».
    Perante isto qual é a reacção possível de qualquer eleitor?A pergunta é em si uma resposta, pelo menos numa das questões concretas . Senão vejamos:Concorda com a Carta de Direitos fundamentais?
    A esta pergunta (confundida com as restantes), o que é que alguém de bom senso vai responder? Que não?
    Então não se concorda com a Carta de Direitos fundamentais?Quem é que não concorda com uma Carta de Direitos fundamentais? Se são fundamentais (e todos aqueles partidos sabem o que isso representa quando a incluíram na pergunta), porque razão haveríamos de votar Não?Concorda com a regra das votações por maioria qualificada?

    Neste caso já faz sentido ouvir as pessoas em referendo. Umas serão certamente favoráveis a que as votações sejam por maioria qualificada (caso contrário a UE seria práticamente ingovernável ou pouco expedita nas suas decisões) e outras há que defendem que as decisões devem ser tomadas por unanimidade ou por maiorias mais amplas.Concorda com o novo quadro institucional da UE?

    E aqui é que bate o ponto. E esta é que é a principal questão em todo o referendo.

    Porque este quadro aponta para o federalismo haverá muita gente interessada em votar sim porque concorda e não vê qualquer risco de ver uma Europa governada por um Poder Central, o qual será certamente escolhido sob a influência decisiva da França e da Alemanha, países que se encontram unidos por uma aliança profundamente anti-Atlantista a roçar um anti-americanismo quase primário, disfarçado de divergência com a política de Bush.

    Mário Soares e outros políticos não vêem quais os perigos de que a Europa caminhe para o federalismo e o que é mais grave são que com ele nunca houve referendos de espécie alguma.

    Não se antevê pois que essa Europa Federal venha a referendar o que quer que seja mesmo nas questões mais controversas.Haverá do outro lado quem esteja contra essa tendência federalista e veja realmente muitos perigos, por uma razão ou por outra, com este ou aquele fundamento.

    Pessoalmente não nos horroriza que a Europa caminhe para uma Federação de Estados (como nos Estados Unidos por exemplo), mas já nos horroriza que esse caminho se faça pelos políticos e nomeadamente por políticos como Chirac ou Schroeder, Prodi ou Friesker, e não por consulta aos cidadãos e por uma maior participação destes na vida política da comunidade.

    Não somos daqueles que esquecem fácilmente que houve uma parte significativa da França que aceitou o domínio nazi e esteve contra a América ao lado dos fascistas alemães. Esses perigos não se apagam fácilmente da memória dos povos, só na cabeça de certos políticos emproados, os tais de "gabinete aquecido".

    Para que esses perigos não sejam um mero fantasma a pairar nas nossas memórias, é necessário pois que todo o processo seja transparente.
    Com os actuais políticos "com que a Europa nos fita" (para usar uma expressão que é título de um blog português) à frente dos destinos dessa Europa, é absolutamente imprescindível que haja uma regular consulta dos cidadãos nomeadamente sobre questões vitais. E uma consulta implica um maior grau de participação dos cidadãos, nomeadamente nas escolhas decisivas a tomar.
    Por tudo isto, a pergunta é em si um equívoco pois podemos estar de acordo com uma das partes e rejeitar a outra. Como fazer então? A solução que parece mais óbvia é seguir o conselho sábio de Pacheco Pereira, o qual, perante o referido equívoco veio já defendendo que o melhor, e para tirar as teimas, é votar Não.
    extraido daqui http://www.alternativa2000.org/constituicaoeuropeia/votemosnao.html



    Thursday, May 19, 2005



    Rolem pelas ruas.
    Quem ainda é viçoso, jovem e não desumanizado, às ruas!O pançudo morteiro das risadas desceu à praça, ébrio de alegria.
    O riso e o amor juntam-se com a tristeza e o ódio, abraçados um ao outro na paixão convulsa e poderosa dos prazeres bestiais.
    Que psicologia de contrastes!Espíritos intoxicados e ardentes alçaram a bandeira flamejante da revolução intelectual.
    Morte às criaturas da rotina!
    Quebrem com um barulho ensurdecedor a copa das tempestades vingadoras!Façam explodir em mil pedacinhos os frágeis ídolos das civilizações! Vocês, arquitectos decadentes do sarcófago do pensamento, sentinelas do cemitério universal dos livros, escroques da sociedade, saiam do caminho!
    Escrever não tem valor algum! Não há mercado para a literatura! Não há prosas, limites para a criatividade subjectiva! Não há liberdade, respeito, honestidade, não há NADA, Tudo é proibido!
    Os filhos da natureza recebem extasiados de alegria o cavalheiresco beijo dourado do sol e o opulento ventre nu e lascivo da terra. Os filhos da natureza, desabrochando da terra negra, encarnam as paixões dos corpos nus e luxuriosos. Estão todos comprimidos numa única copa geradora, grávida!Milhares de braços e pernas trancam-se num único maço sufocante e exausto!A pele inflama-se de cálidas, insaciáveis e pungentes carícias.
    Os dentes afundam com ódio na carne tépida e suculenta dos amantes! Olhos arregalados, atónitos, seguem ardente e impregnante dança da luxúria! Tudo é estranho, desinibido, elementar. A convulsão, a carne, a vida, a morte, tudo! Tudo!Apareceu algo terrificante – um vampiro da tristeza!
    Gritos frenéticos, penetrantes, laceram no ar, esperem! A tristeza! Negras e bocejantes úlceras de agonia cobrem o vulto pálido e amedrontado do céu.
    A terra treme de pavor sob as pancadas poderosas e plenas de ódios de seus filhos! Oh, malditas e desprezíveis coisas! Laceram a carne tenra e opulenta e sepultem a própria tristeza florescente e faminta no rio de sangue e nas frescas feridas de seu corpo.
    Esta é hoje a minha prosa!



    Tuesday, May 17, 2005

    Mudam as Moscas, mas ...
     



    O país está encurralado.

    Os impostos e contribuições sociais sobre o trabalho atingiram níveis insuportáveis;

    Os impostos sobre a actividade económica atingiram o limiar, limiar a partir do qual o aumento da fiscalidade se traduz na diminuição das receitas pela diminuição da actividade económica e deslocalização das empresas;

    O imposto sobre o tabaco está limitado pelo contrabando – quanto maior for o imposto maior é o rácio benefício-custo da actividade dos contrabandistas e mais atractivo este “nicho de mercado”.

    A economia paralela aumenta com a burocracia estatal e o fundamentalismo fiscal. Não vale a pena entoar cânticos na comunicação social sobre aquela actividade. Ela resulta da ineficiência da nossa sociedade. A maioria dos que protestam contra ela é conivente na prática com ela.
    Protestamos contra a economia paralela, mas procuramo-la para obter bens ou serviços mais em conta. Imprecamo-la, mas sustentamo-la.
    Só os hipócritas ou intelectualmente desonestos propõem alimentar a mentira estatal com o fim da evasão fiscal e da economia paralela que eles próprios alimentam e com as quais são coniventes, sempre que têm ocasião.



    Monday, May 16, 2005



    A sobrevivência é terrível, não deixa lugar para o sentimentalismo. A falta de escrúpulos é um pesadelo, porém raras são as pessoas que reconhecem este perigo.

    É na sombra do escrúpulo que está plantada a semente da decadência.

    Havia prometido a mim mesma que não faria mais. Mas há algo na fome que é mais forte do que eu, há algo na fome que foge às dimensões da sanidade, mas ninguém nunca poderá me dizer que eu não tentei. Vivo tentando, vivo tentando... controlando-me, perdendo-me …

    Eu já me perdi há muito tempo. Encontro-me todas as vezes que olho os espelhos que nada reflectem, a não ser o teu beijo, o teu cheiro na minha pele. O amor aos pedaços que se une numa fragrância única.

    Se fechar os olhos, nem que seja um subtil piscar, o teu sabor no meu corpo regressa de imediato, o teu toque, esse já me visitou vezes sem conta, mas ouço-o como no primeiro aperto dos nossos corpos sentidos que se perdem uns nos outros.

    E eu continuo encontrando-me em ti, no espelho, no reflexo da alma, no reflexo do meu corpo, no reflexo da cama ainda desfeita e quente depois da noite em que nos amámos mais uma vez perdidamente…



    Saturday, May 14, 2005



    Sinto um prazer enorme em fazer sentir aos outros aquilo que não sou. Para isso basta-me logicamente, ser alguém distante de mim própria.

    Perante situações, criar, brincar, fingir-me perdida, estúpida, idiota, e sorrir, sorrir … mesmo sem vontade.

    Teatralizo palavras, afasto sentimentos, faço alguma coisa que os outros gostam que eu faça, mesmo sem gostar.

    É tão simples e tão complexo, demonstrar uma ignorância contida, numa procura de mim própria!

    E o Eu, o Eu verdadeiro, continua na sombra teimosa em se esconder da realidade.

    Permaneço estática, incógnita, petrificada de tanto tempo ter ficado parada … até ser descoberta.

    E Eu continuo estátua de carne, onde nem os olhos se movem, nem a boca fala; Só os braços balançam em símbolo de um não que querem dizer sem se mexer…




    Thursday, May 05, 2005



    A fragilidade da nossa balança de transacções com o exterior é estrutural. Há evidências sobre a perda de competitividade das empresas nacionais. Etc, etc, etc... Como já estamos todos cansados deste diagnóstico, decidimos arranjar um novo culpado: a China.

    Como é óbvio, mais facilmente achamos os chineses uns patifes, que exploram mão-de-obra escrava e agridem a ecologia, do que levamos a mão à consciência.

    Assim, enquanto estamos a acusar os chineses de "dumping" não nos questionamos sobre o destino dos subsídios às indústrias nacionais, a começar pelos têxteis.

    Nem convém recordar que dois terços das transferências financeiras da União Europeia acabaram em consumo. Todos ficámos mais ricos, o que é bom. Mas sem grandes sacrifícios, o que foi mau. Pensávamos que ia ser sempre assim. E foi precisamente na época mais dinâmica da economia mundial, toda a década passada e a primeira metade desta, que Portugal ficou parado.

    O medo tomou conta de nós. O medo de Espanha. O medo do Leste. O medo da China. Por isso aplaudimos tudo aquilo que nos protege das ameaças, sem perceber que as atitudes defensivas, além de estúpidas, formam o caminho mais certo para o suicídio.

    Os nossos têxteis sofrem com a invasão chinesa. É verdade. É verdade que essa invasão está a acontecer. E é verdade que as consequências estão a ser bastante dolorosas para muita gente.

    Mas, enquanto aplaudimos as medidas de protecção, ignoramos convenientemente o que significará a mais que certa vingança do chinês. Que a China é o segundo mercado para onde a Europa mais vende. Que a retoma das nossas economias está muito, mas muito mesmo, dependente do que exportamos para outras regiões.

    Retaliar, no comércio internacional, sempre implicou um retrocesso no bem-estar das populações. Os europeus estão a beneficiar muito com o acesso que, finalmente, as suas empresas têm ao descomunal mercado chinês. Esse acesso é o resultado dos compromissos de Pequim, no momento em que estava a aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Os investimentos das empresas europeias na China passaram a realizar-se num contexto mais previsível e amigável. A adesão à OMC está a promover a transparência nos mercados, está a abrir sectores até aqui «proibidos» (telecom e seguros) a multinacionais.

    Agora, é impossível concorrer com soutiens a 4 cêntimos, pijamas a 40 e calças a 4 euros? É. As cláusulas de salvaguarda não resolvem, aliviam. Há boas intenções naqueles que as defendem, mas de boas intenções está o inferno cheio.
    Parece que o que falta, é consciência do preço a pagar por elas.



    Tuesday, May 03, 2005



    Quando eu era criança um amigo meu deu-me uma semente preta e vermelha e disse que, por meio dela, ele fazia viagens até Marte. Eu acreditava. E passava as minhas tardes tentando descobrir o ritual certo para fazer a tal viagem.
    Quando eu era criança achava que os anões, quando nasciam, eram tão pequenos que deviam dormir em caixinhas de fósforos.E, para terminar, as crenças clássicas: por vezes imaginava que eu era adoptada e que o governo só não dava mais dinheiro para todos porque era mau, já que existia uma casa que fabricava dinheiro! E que se eu engolisse uma semente de laranja ia nascer uma laranjeira no meu estômago.

    Quando eu era pequena, tudo com que eu não podia brincar ou mexer a minha mãe colocava em cima do armário, então eu achava que lá no alto era cheio de coisas boas e ficava doida para crescer e poder pegar tudo!

    Achava que se eu tapasse os ouvidos e falasse, ninguém ouviria!!! Ah, eu achava que só seria adulta quando sentasse no carro e os meus pés encostassem no chão. A minha avó falava que eu tinha que comer verduras para ficar loira de olhos verdes.

    A Minha mãe dizia para eu não fica sem brinco porque o furo iria fechar, então um dia uma das minhas bonecas perdeu o brinco e eu chorei porque acreditava que o furo da orelha da boneca também fecharia!!!

    Eu acreditava que se ficasse olhando para a porta de noite, quando eu já estava deitada mas ainda não havia dormido, impediria a entrada das bruxas. Isto funcionou muito bem até eu pensar que bruxa que é bruxa entra até pelas paredes, pelo chão e pelo tecto...Não sei como eu superei a limitação de olhar para todos os lados ao mesmo tempo...

    Eu também acreditei que o sabonete Lux se transformaria em contacto com a água em "um suave creme de limpeza"…

    Quando eu tinha uns 4 anos, a minha mãe mostrou-me o álbum de fotos do casamento dela e eu chorei horrores quando percebi que não tinha sido convidada para a festa.
    Acreditava que meu avô já tinha nascido velhinho...
    Eu acreditava, sempre que eu pedia algo para minha mãe comprar e ela dizia "depois eu compro..." que ela comprava mesmo!
    Eu achava que a Branca de Neve e o Capuchinho Vermelho eram pessoas de verdade.
    Acreditava que em dia de sol e chuva realmente tinha um casamento de viúva envolvido...
    Achava que tinha nascido de um pé de alface... ainda hoje não percebo porquê!
    E não me arrependo de nada que achei ou acreditei …ai que felicidade.



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