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Saturday, May 14, 2005



Sinto um prazer enorme em fazer sentir aos outros aquilo que não sou. Para isso basta-me logicamente, ser alguém distante de mim própria.

Perante situações, criar, brincar, fingir-me perdida, estúpida, idiota, e sorrir, sorrir … mesmo sem vontade.

Teatralizo palavras, afasto sentimentos, faço alguma coisa que os outros gostam que eu faça, mesmo sem gostar.

É tão simples e tão complexo, demonstrar uma ignorância contida, numa procura de mim própria!

E o Eu, o Eu verdadeiro, continua na sombra teimosa em se esconder da realidade.

Permaneço estática, incógnita, petrificada de tanto tempo ter ficado parada … até ser descoberta.

E Eu continuo estátua de carne, onde nem os olhos se movem, nem a boca fala; Só os braços balançam em símbolo de um não que querem dizer sem se mexer…




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